sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Dia 06 – 13/09/13 – Praga


Como prometido, hoje eu acordei cedo para tirar fotos da ponte vazia. A Fabi não teve forças para levantar e me acompanhar. Eram 6 horas da manhã e eu estava, com outro doido japonês, tirando fotos da ponte no amanhecer e ainda com as luzes acesas e sem mais nenhuma alma penada.



Retornando à sanidade, fomos à praça da cidade velha e lá chegamos pouco mais das 9 da manhã e encontramos um pessoal que faz serviço de guia pela cidade velha, a cidade nova e o bairro judeu de graça. É claro que, ao final do roteiro de 3 horas, pagamos um agradecimento ao guia, embora tenhamos visto gente dando uma “esmola” ao pobre coitado. Fazer passeio guiado é muito bom para entendemos o que estamos vendo e conhecermos a história do local, mas, por outro lado, temos que seguir um roteiro, o que inclui tempo limitado para tirar fotos por exemplo.

Como fomos abordados pelo guia que fala em espanhol, fizemos esse, mas também tinha a opção do tour em inglês nos mesmos moldes.








À tarde, já pagando Euro 10,00, fizemos o passeio guiado pelo castelo de Praga com duração de 3,5 horas. Também vale a pena fazer pelo mesmo motivo e tivemos que correr para conseguir tirar algumas fotos.

Obviamente não recebemos o diploma de guia e não vamos poder reproduzir aqui o que aprendemos hoje, mas tem uma coisa que vale a pena compartilhar. Como em muitos lugares na Europa, é possível encontrar em Praga monumentos erguidos em “homenagem” às pestes sofridas pelo povo (seja para homenagear os mortos ou para agradecer a saúde dos vivos). Os monumentos dos Checos se diferenciam dos demais por incluir flores de lúpulo, já que, segundo eles, o lúpulo salvou a vida de muita gente. Para explicar, o lúpulo é um dos componentes da cerveja e, por volta do século XV, não existia método muito eficiente de purificar a água que a população bebia e usava para preparar os alimentos. Na fabricação da cerveja, porém, pelo fato de ferver o preparado e pela fermentação, a água utilizada na mistura acaba por ser purificada e, portanto, se dá que a cerveja é mais saudável que a água e, a partir do momento em que os Checos passaram a consumir cerveja em massa, o que incluía crianças (a partir dos 12 anos) e gestantes, o povo passou a sofrer menos com as pestes. Portanto, tem-se que cerveja é saúde!

A República Checa se orgulha por ser o país de maior consumo de cerveja per capta do mundo!



O castelo é grandioso e belíssimo! Não tivemos acesso ao interior dos prédios que o constituem já que ainda é utilizado pela presidência do governo checo, mas o acesso aos pátios e passagens já é suficiente para ficar encantado.






Às noivas que estão se planejando para o grande dia, o que está em alta é se casar em Praga, especialmente no castelo. Vimos algumas noivas em Dresden também, mas, aqui em Praga, temos que tomar cuidado para não dizer “sim” muito alto porque corremos o risco de nos casar de novo sem querer. A todo o instante, nos esbarramos com uma noiva tirando fotos, às vezes só, às vezes acompanhada do marido. E tem umas noivas, tadinhas, acho que vêm casar por aqui para as pessoas repararem mais nas paisagens do que nelas e terem o que achar bonito.


Na volta do castelo, passamos na igreja do Menino Jesus de Praga. É uma igreja com fachada simples, mas o interior muito bem decorado. Estava tendo missa no local e não nos demoramos. Deu tempo, porém, de tirar uma foto do anfitrião.


Depois passamos por um muro todo pichado chamado pelos locais de o muro de John Lenon com denominação que remonta ao tempo do socialismo na Tchecoslováquia e que algumas pessoas começaram a pichar o muro com letras de música dos Beatles como forma de protesto.


À noite saímos para jantar e nos ocorreu um episódio repugnante. Como a moeda na República Checa é a Coroa Checa já que o país, embora faça parte da União Europeia, não aderiu ao Euro, vira e mexe temos que trocar Euro nas casas de câmbio da cidade e hoje, por pura estupidez, trocamos com um cara na rua e logo depois descobrimos que o dinheiro que ele nos deu não é Coroa Checa, mas alguma outra moeda de outro país qualquer. Então, fica aqui a dica. Por mais tentadora que pareça a oferta, se limite a trocar dinheiro nas casas de câmbio ou bancos (estes costumam valer menos a pena porque cobram taxa). Ainda bem que não perdemos tanto dinheiro assim.
Amanhã passaremos nosso último dia em Praga e, embora ainda faltem alguns pontos que queremos conhecer, teoricamente, será um dia menos puxado já que hoje acabamos por visitar alguns locais que faríamos amanhã.
Como os tours que fizemos alteraram um pouco nossa programação, segue abaixo o roteiro original que a Fabi tinha preparado para que ajude a quem possa estar pesquisando o que fazer em Praga:

DIA 1: Cidade Velha e Cidade Nova
Cidade velha conheceremos: Praça da Cidade Velha, a Ponte Carlos, o Convento de Santa Agens e o Josefov e o histórico bairro judeu
B - O passeio começa na Praça da cidade velha. Conhecer o relógio astronômico (de 1h em hora)
Subir na torre da Antiga Prefeitura (Věž radnice) para curtir um dos visuais mais bonitos da cidade.
O ingresso para um adulto custa 100 coroas checas e a torre está aberta para visitação diariamente das 9h às 22h
C/D - Conhecer a igreja: Catedral Týn (Týnský Chrám), de estilo gótico e a Igreja de São Nicolau (Svatý Mikuláš)
E - A margem do Rio Vltava, (na parte Norte da Cidade Velha) fica o Convento de Santa Agnes (Anezsky Klaster), um complexo gótico que engloba uma igreja, uma capela, um oratório e um mausoléu.
Em suas dependências há um museu que exibe uma coleção de arte medieval da Galeria Nacional do território checo e redondezas, com obras que mostram os avanços das belas-artes na Boêmia.
A entrada principal fica na U milosrdnych 17, a 700m da estação de metrô Náměstí Republiky, linha amarela. O horário de funcionamento é de terça à domingo, das 10h às 18h. Preço 150 coroas checas
Bem próximo ao convento fica o Bairro Judeu (Josefov), o maior patrimônio judaicos da cidade.
F - Visitar: A Velha/Nova Sinagoga Espanhola (Staronová synagoga), construção gótica de 1275 que possui um pontiagudo gablete em tijolo e um belo interior; O Velho Cemitério Judaico (Stary zidovsky hrbitov)
A bilheteria para comprar os ingressos fica na U Starého hřbitova 3a, bem próxima à estação de metrô Staroměstská, linha verde. No verão, das 9h às 18h.
G - A pouco mais de 700m do bairro Judeu, seguindo pela margem do rio, encontra-se uma das atrações mais visitadas da cidade, talvez o principal cartão postal juntamente com o Castelo: a Ponte Carlos (Karlův most)
A ponte é protegia por grandes barragens de madeira e por duas torres, uma cada em extremidade. É possível subir nas torres para ter uma visão ótima visão da ponte e da cidade.
Depois aproveitar para fazer um passeio de barco pelo Rio Vltava
Outras atrações na cidade velha: a Biblioteca Nacional (Klementinum), o Museu do Chocolate, o Museu da Cidade de Praga (Muzeum Hlavního Města Prahy), a Betlémská kaple (Capela de Belém), a Torre de Pólvora (Prašná brána), e o Museu de Artes Decorativas (Uměleckoprůmyslové muzeum).
H - Cidade Nova: Principais atrações são Praça Vesceslau e o Museu Nacional de Praga (Museo está fechado desde 2010 e ficará até 2015)
Na praça tirar fotos e parar para almoçar - Diversos restaurantes disponíveis 
I - Seguir para o Prédio Dançante (Tančící dům) é um edifício localizado às margem do Rio Vltava que possui uma arquitetura peculiar, pois parece que está completamente torto ou amassado.
J - Se o tempo tiver bom visitar a torre de TV Zizkov (Žižkovský vysílač). A melhor forma de chegar até a torre é através da linha verde do metrô, estação Jiřího z Poděbrad‎. A entrada custa 120 coroas checas.
Outras atrações da Cidade Nova incluem o Castelo Alto (Vysehrad), o Muchovo museum, o Teatro Nacional de Praga (Národni divadlo), Museu do Comunismo (Museum Komunismu),
o Museu de Selos e Postais (Postovní Museum), o Museu da Polícia (Museum Policie CR) , o Museu da Cidade (Museum Hlavního Mesta Prahy) e Praça Carlos (Karlovo namestí).
Igreja da Natividade Loreta

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Dia 2: O Distrito do Castelo e a Cidade Baixa
A - Começar o dia passando pela ponte Carlos em direção ao Castelo de Praga. Aproveitar o início da manhã para tirar fotos (menos gente na ponte)
B - Castelo de Praga (Prazsky hrad), um grande complexo que contém um palácio, uma catedral, dois museus, um montastério, várias galerias, salas de concerto, jardins, pátios e muito mais. 
Pegar um bonde que sobe a colina, e começar a visita pela entrada principal.
Logo após num grande pátio encontra-se a principal construção do castelo, e também a mais imponente, a Catedral de São Vito (Katedrála svatého Víta)
No lado oeste do terceiro pátio, com uma fachada barroca em vermelho e bege, está a Basílica de São Jorge (Bazilika svatého Jiří)
Outros locais de destaque: Santuário Loretto (Loreta), que conta com uma bela igreja e abriga exposições de pinturas e estátuas, e o Palácio Sternberg (Sternbersky Palác) com pinturas da Galeria Nacional de Arte Européia
Outras atrações do Castelo de Praga incluem os Jardins Reais (Králosvká Zahrada), o Mosteiro Strahov (Strahovský klaster), o Palácio Cernín (Cerninský palác), o Palácio Schwarzenber (Schwazenerský palác) e a Rua Dourada (Zlatá Ulicka).
Após curtir a bela vista do alto da cidade a partir dos pátios do castelo, a melhor opção para descer é através da rua Nerudova, que faz a ligação do distrito do castelo à Cidade Baixa (Malá Strana).
Esse bairro, também conhecido como Cidade Pequena, é o distrito histórico mais preservado de Praga. Antes repleto de palácios e jardins, possui agora dezenas de restaurantes chiques e hotéis requintados.
C - No caminho conhecer a Catedral de São Nicolas, de estilo barroco. É possível subir os 215 degraus da torre do sino da igreja, que proporciona um visual incrivel do bairro e da cidade.
D - Ao chegar na cidade baixa subir ao topo da Colina Petrín (Petrín) através do trem funicular que se encontra na rua Újzed.
O passeio neste bonde ja é uma atração à parte, pois permite uma belo visual ao longo do caminho. As subidas ocorrem a cada 10 minutos e o trajeto tem 510 metros.
Chegando no topo da colina existem várias atrações como uma "mini torre Eifel" e um labririnto de espelhos além de uma vista maravilhosa de Praga

https://maps.google.com.br/maps?saddr=Pension+U+Lilie,+Liliov%C3%A1,+Cidade+Velha,+Praga-Praga+1,+Rep%C3%BAblica+Tcheca&daddr=Prague+Castle,+Praga-Praga+1,+Rep%C3%BAblica+Tcheca+to:Cattedrale+di+San+Niccol%C3%B2+(Chram+sv.Mikulase),+Prague-Praga+1,+Rep%C3%BAblica+Tcheca+to:Pet%C5%99%C3%ADnsk%C3%A9+terasy,+Praga+1,+Rep%C3%BAblica+Tcheca&hl=pt&ie=UTF8&ll=50.08679,14.404128&spn=0.008247,0.01929&sll=50.088245,14.409107&sspn=0.016493,0.038581&geocode=FXg__AIdI_nbACFNoM6Zw7-IDCl1lN1D75QLRzFNoM6Zw7-IDA%3BFYJR_AIdFbbbACGfJRKviDzPKinDtyRsHpULRzGfJRKviDzPKg%3BFTNI_AIdZMXbACH8Ub_AYiqrBikjwdaC4ZQLRzH8Ub_AYiqrBg%3BFb83_AId6bPbACGEIlcFXbRkeCmtJy4275QLRzGEIlcFXbRkeA&oq=san+nicolau+prague&dirflg=w&mra=ls&t=m&z=16




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dia 05 – 12/09/13 – Praga

O hotel de Dresden, Schloss Eckberg (lembrando que schloss em alemão significa castelo), é realmente muito bom! O quarto limpo, moderno e com tamanho bom, a construção principal do castelo com restaurante onde tomamos café muito bonito e o café da manhã estava uma delícia! Enquanto tomávamos café de moletom, as demais pessoas no recinto estavam todas muito bem vestidas e as mulheres, digo, senhoras, todas maquiadas. Nos sentimos os únicos turistas do local e acho que consegui uma boa promoção no Booking.com


Nos demos o luxo de acordar às 08:00, dar uma boa enrolada antes de sair de Dresden e botar o pé na estrada rumo a Praga.

Mais 2 horas de estrada até Praga. As estradas na Alemanha, por sinal, são cheias de caminhões como o que estamos acostumados a ver no Brasil. Na República Checa, pelo que pudemos notar, é a mesma coisa.
A fronteira entre os dois países parece a fronteira do estado de São Paulo com Minas Gerais: se resume a uma viatura de polícia e uma placa indicativa. Mas, ao atravessar a fronteira, nós notamos muita diferença nas sinalizações. Na Alemanha, até dá para entender um pouco. Já na República Checa, não há condições de se entender aquelas palavras com acento em quase todas as vogais e consoantes!

A moeda aqui também é diferente, a Coroa Checa, e está na razão de 1 Euro para 25 Coroas Checas e as coisas por aqui são bem mais baratas do que na Alemanha mesmo nós estando na capital e principal ponto turístico do país, Praga.

Praga, que cidade magnífica! A arquitetura é toda antiga, desde suas igrejas, ópera e castelo principal até os prédios de 3 ou 4 andares que tomam conta da cidade. Muito diferente da Alemanha, Praga é cheia de ambulantes, barracas e lojas de todos os portes por todo lado. Identificamos Praga como uma mistura de Dresden com Veneza.

Chegar no hotel não foi lá muito fácil. Também, quem lê nosso blog sabe o quanto penamos com estacionamento em Florença e ficamos calejados. Conseguimos chegar de carro até o hotel, mas as ruelas são minúsculas e só passa 1 carro por vez e não se tem espaço para estacionar. Parei na frente de um restaurante logo à frente, na esquina, para descer as malas e não atrapalhar tanto o trânsito. A moça do restaurante ficou brava e começou a esbravejar, mas como não entendemos nada do que ela disse, fizemos que não era conosco. Enquanto eu tentava, em vão, encontrar algum lugar onde estacionar, a Fabi entrou com as malas no hotel (Pensão U Lilie) e se informou onde poderíamos parar e fomos até lá. São 660 Coroas Checas por dia, o que dará 80 Euros de estacionamento nos 3 dias que ficaremos aqui em Praga. Isso e mais o dinheiro do aluguel do carro enquanto estiver parado (só vamos retirar o carro quando estivermos seguindo viagem) mesmo assim fica mais em conta do que devolver e alugar novamente daqui há três dias.

Estacionamos o carro e paramos em um restaurante para uma refeição rápida. O que nos chamou a atenção foi a oferta de cerveja de 500 ml por Kc 35 (Coroas Checas). Isso dava Euro 1,40 e é muito mais barato do que na Alemanha! Dividimos uma pizza no estilo italiana, mas não estava lá aquelas coisas. Valeu pela cerveja e pela conta (Euro 10,20).

De lá, fomos para a Ponte Carlos, muito próxima ao nosso hotel / pensão, um dos principais pontos turísticos da cidade. É uma ponte de pedras somente para pedestres e cheias de estátuas dos dois lados. Realmente é um cartão postal.





A Fabi ouviu falar de um passeio a uma colina próxima à ponte com subida de funicular e, lá em cima, tem uma mini-torre Eiffel que proporciona uma bela vista da cidade. Fomos até lá e, embora a Fabi não concorde comigo, achei que não valeu a pena a pernada e o investimento de Euro 1 para o funicular e mais Euro 4 para a subida na torre por pessoa.




Na volta, compramos um sorvete no estivo gelato da Itália. O preço e nem o sorvete estavam bons. Definitivamente, não é uma boa ideia se arriscar na culinária italiana em Praga.

Fomos assistir a um concerto de música clássica hoje no prédio da Ópera de Praga. É claro que demos uma cochiladinha, mas foi muito bom mesmo assim. Chegou um momento que começaram a tocar músicas mais fortes e acordamos e curtimos o restante do espetáculo.

De lá, fomos para a praça do centro histórico e foi uma grata surpresa chegar no local todo iluminado e repleto de prédios históricos, o que inclui a torre do relógio astronômico que tem um “cuco” que toca de hora em hora. Ainda não o vimos, mas pretendemos passar na virada de hora por lá amanhã para assistir esse espetáculo à parte.






Jantamos por lá e voltamos por outra rua para ir conhecendo melhor a cidade. Praga é uma cidade que fica ainda mais bela a cada passo. Há muito o que se conhecer nessa cidade e, a cada praça, a cada esquina, nos deparamos com novos prédios e monumentos belíssimos! Numa dessas, acabamos nos perdendo, mas encontramos o rumo do hotel depois de ter passado algumas centenas de metro. Passamos pela Ponte Carlos à noite para novas fotos e concluímos o dia. Pretendemos acordar bem cedo amanhã e ir até a ponte, que fica a 350 passos do hotel, para poder tirar umas fotos melhores, sem uma multidão de gente. Vamos ver se conseguimos.




Dia 04 – 11/09/13 – Dresden

Nos despedimos hoje de Berlin em grande estilo: de Mercedes. Fui buscar o carro na Avis enquanto a Fabi terminava de arrumar as malas e descia para me esperar e cheguei de Mercedes Classe B.


Daí que pudemos notar que o trânsito em Berlin é chato. Não é por ter muito carro nas ruas, mas sim pela quantidade de semáforos e pela velocidade em que abrem e fecham. Uma vez livres do trânsito chato de Berlin, caímos na autoestrada (Autobahn) e nos divertimos. Como tínhamos ouvido que não há limite de velocidade nas estradas da Alemanha, aproveitamos para testar o motor com marcha de 6 velocidades do carro e batemos velocidades nunca antes experimentadas por nós em qualquer tipo de veículo que não um avião. Superamos a barreira dos 180 km/h.


Uma super dica é que, em alguns trechos da estrada, há, sim, limite de velocidade, mas quando encontrarem uma placa em preto e branco com a velocidade e três riscos na diagonal sobre ela, isso quer dizer que o caminho está livre. Pode pisar fundo!

Chegamos em Dresden depois de 2 horas de viagem e fomos direto para o hotel que nada mais é do que um castelo. Os quartos ficam em prédios próximos ao principal do castelo que não conseguimos ainda visitar. Mas, pelo que já pudemos ver, facilmente esse será o melhor hotel que vamos ficar nessa viagem e dos melhores que já nos hospedamos.



Seguimos a dica da recepcionista do hotel e fomos para o centro histórico de ônibus. Ela nos explicou direitinho e deu tudo certo. Mas a passagem não é barata (ida e volta ficou em Euro 8,00 para nós dois) e tem muitas opções de estacionamento dentro da cidade antiga. Então, recomendamos ir de carro pela comodidade.

Almoçamos ao chegar no centro histórico e comi meu primeiro joelho de porco na Europa! Sensacional!


Dresden é espetacular! Não tem muito como expressar a beleza dessa cidade e a melhor forma que encontramos é dizer que a visita a Dresden é obrigatória para quem está em Praga, Berlin ou imediações! Nós passamos a tarde e a noite na cidade, mas seria ainda melhor se tivéssemos passado o dia todo por aqui ou ainda 2 dias inteiros!

A cidade não é grande, mas tem muitos prédios a se conhecer e todos muito próximos uns aos outros. Existem 2 ou 3 pontos de observação em altas torres e subimos em 2 deles. Vale muito a pena subir em pelo menos 1 para se ter uma belíssima vista da cidade e do rio que a corta.





A cidade estava um pouco mais movimentada que Berlin, mas ainda muito aquém do que se espera ver uma cidade turística desse porte. Talvez o frio em pleno verão esteja espantando um pouco os turistas, principalmente os locais.

Sendo possível, o recomendado é que se chegue ao centro histórico pela ponte Augustusbrucke para já se ter o alto impacto ao chegar de frente com alguns dos principais prédios da cidade que incluem, mas não estão limitados à Church of Our Lady (Frauenkirche), Bruhl's Terrace (conjunto arquitetônico histórico da cidade), o Theaterplatz (bela praça emoldurada por alguns dos marcos mais importantes da cidade, como o Palácio Zwinger, a Hofkirche e a Ópera Semper), o Zwinger Palace e o Neumarkt (praça belíssima rodeada de cafés e restaurantes).







Outra dica é: se você vem para Dresden, traga seu cantil. Não existem ambulantes ou lojinhas onde se possa comprar água. Então, para conseguir essa iguaria, é necessário ir a algum restaurante e comprar uma cerveja já que o preço é o mesmo.

Jantamos no restaurante Kurfürstenschänke que fica no Newmarkt. A comida estava excelente e provamos o Strudel de maçã, sobremesa típica alemã, e estava magnífica!

Demos mais uma volta à noite para tirar mais algumas fotos de alguns dos monumentos iluminados.



Para fechar a noite, nos perdemos e acabamos pegando o último ônibus. Por pouco teríamos que trocar o conforto do nosso hotel pela escada de uma das belíssimas igrejas da cidade. E o frio segue castigando!
Na volta, no ônibus, presenciamos uma cena inusitada, mas que é bastante comum entre os europeus: um bando de meninas, aparentemente bêbadas, estava fazendo a despedida de solteira de uma das meninas que usava véu e estava vendendo rosas para ajudar a arrecadar dinheiro, provavelmente para mais uma rodada de cerveja. Ajudamos as pobres moças, é claro.

Diferente do que falam, nem todos os Alemães falam inglês e nem todos são rudes. Tivemos que usar nossa experiência em Imagem e Ação por algumas vezes até agora e ficamos um pouco desorientados com a estupidez de alguns dos Alemães que tivemos contato até agora. A boa notícia é que a maioria fala inglês muito bem e a maioria nos tratou muito bem também, principalmente em Berlin.