sábado, 27 de fevereiro de 2016

Dia 03 – Dubai – 23/02/2016

Hoje fomos conhecer a Marina de Dubai. 2 estações ao sul e estávamos na DAMAC Properties. Lá, tem conexão com um outro metrô que roda apenas na região da marina e que, por sua vez, conecta com o monotrilho atravessa a ilha artificial The Palm (em forma de palmeira) e vai até o ultra luxuoso complexo Atlantis. Nesse complexo existe um aquário com show de golfinhos, parque aquático e um hotel espetacular.






Tínhamos pouco tempo já que às 15:00 o guia nos pegaria no hotel para o passeio no deserto. Então, não sei se valeu a pena ter pego o monotrilho já que tivemos tempo para algumas poucas fotos do Atlantis The Palm por um preço de AED 25 cada para ida e volta.

Na volta, passeamos pela bela marina e almoçamos em um dos vários restaurantes do entorno.





Na nossa última experiência no metrô em Dubai, tivemos uma situação. Eu já vinha notando que um dos cartões do metrô não estava passando na autenticação do metrô da marina. Mas, como ali é do sistema europeu, onde só se valida o bilhete e não há catracas, não chegamos a ter problema. Porém, na hora de conectar com o metrô principal, a catraca não abriu para a Fabi e não tinha ninguém para ajudar. Ela foi na bilheteria pedir ajuda e o funcionário disse que provavelmente ela não tinha feito o checkout em alguma estação e que ela teria que voltar lá. Hein? No meio tempo, eu deixei a Helô ficar passando por baixo da catraca várias vezes para ver se acontecia alguma coisa. Cada vez que ela passava, uma sirene disparava mas ninguém aparecia. Então, a solução foi que a Fabi passou de carona com uma pessoa e entramos no trem. Para sair da estação, tivemos problema novamente, mas eu chamei o rapaz da bilheteria e tivemos mais sorte. Ele simplesmente abriu a catraca e eu pude sair.

Chegamos no hotel faltando 5 minutos para às 15:00 e o guia já estava lá. Compramos um passeio privado para o deserto com a Dubai Private Tours já que algumas companhias não aceitam crianças e também porque não sabíamos como a Helô iria se comportar. Fomos em um Toyota 4x4, e a agressividade do guia na direção na estrada era um prenúncio de como seria no deserto. Pausa para o banheiro e suvenires em uma lojinha já no deserto, próxima ao início da aventura e também para o guia murchar os pneus do carro para ter mais aderência na areia.



Como estávamos com a Helô, eu achei desnecessário avisar que o passeio deveria ser sem emoção, mas achei errado. Rodas na areia, a emoção começou a todo vapor. De cara, o guia subiu uma rampa de areia e desceu na mesma velocidade. No instante seguinte, estávamos sendo jogados conta as portas direitas do carro devido à forte curva e inclinação para a esquerda. Areia voava por todos os lados. Hora cobrindo toda a lateral direita do carro, hora o lado oposto. A Helô? Só gargalhava. Quanto mais ela ria, mais o guia enlouquecia e mais ela ria. Às vezes pedíamos para ele dar uma maneirada, mas ele dizia que ela estava gostando. Em alguns momentos, ela pedia para parar, mas quanto mais ele acelerava, mais ela ria. Foi bem divertido. Até que paramos no alto de uma duna para fotos. Tiramos ótimas fotos e fizemos “sand board”. Até a Helô entrou na brincadeira e adorou brincar na areia.








Lá já era o final da aventura nas dunas e fomos para o camping beduíno onde nos divertimos mais um bocado. Pra começar, fomos andar de camelo. A Helô, depois de toda a aventura nas dunas, dormiu, mas foi o camelo levantar e começar a sacolejar, ela acordou e se viu em cima do camelo no colo da mãe. Já acordou se divertindo de novo. A experiência no camelo é interessante, mas cheia de trancos. Ainda bem que o passeio é bem curto, somente para experiência mesmo.




Depois, nos vestimos com roupas típicas árabes para fotos. De fato, é bem quente de baixo dessa roupa toda. O povo beduíno devia se vestir assim para não fritar no sol do deserto, mas certamente assava aos poucos.



Helô e Fabi fizeram tatuagem de hena.



Uma experiência que não tivemos foi apreciar o pôr do sol do deserto porque o tempo nublou. Mas, mesmo assim, subi nas dunas para fotos do céu em chamas que ficou muito bonito.




Depois tiveram as comidas que não são muito diferentes do que conhecemos e gostamos. Churrasco de frango e kafta, e mesa com os pratos frios e quentes com direito a arroz branco. Nos intervalos, tiveram rápidas apresentações de dança e a Helô sempre roubando a cena dançando junto ao lado do palco / tablado. Por falar nisso, a Helô foi conversar com as crianças ao redor, mas ninguém a entendia. Para a próxima viagem, vamos ter que ensinar algumas coisas básicas em inglês para ela.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Dia 02 – Dubai – 22/02/2016

Hoje o dia começou tenso. A Helô não tomou o leite e nem quis comer conosco no café da manhã. As dores de barriga voltaram e ela deu uma golfada dentro da mala sujando algumas roupas dela e a mala. Com isso, saímos do hotel por volta das 11:00.

Perguntamos na recepção do hotel sobre como chegar ao Golden Souk e a moça disse, veementemente, para irmos de taxi porque teríamos que fazer baldeação no metrô e certamente nos perderíamos. Mal sabe ela. Claro que fomos de metrô. Basta descer do metrô da linha vermelha na estação Burjuman e pegar o da linha verde sentido Etisalat mas descer na estação Al Ras. Saindo da estação, de costas para o canal, vire à esquerda e você já estará passando pelas lojas do Golden Souk. Virando, depois, à direita, você verá o “City of Gold”, uma rua coberta cheia de lojas de ouro. Caminhando mais um pouco, encontra-se uma rua similar, mas com especiarias e algumas poucas lojas de souvenires. Compramos os nossos lá.




Como, ao descer do metrô, não sabíamos para que lado ir, escolhemos a direita (errado) e passamos por algumas ruelas das quais turistas passam longe. Passamos por lá bem na hora da chepa e pudemos presenciar o pessoal “brigando” pelas respectivas marmitas. Foi lá também que me surpreendi ao me dar conta que pedi informação em inglês a um entregador de carga e ele respondeu, também em inglês, na maior naturalidade. Não me espantaria saber que o inglês dele é melhor que o meu.

Nossa visita não foi muito longa e voltamos para almoçar no Mall of Emirates para procurar alguma comida que agradasse a Helô de forma inequívoca.

Pausa para explicação do metrô. As estações aqui são muito modernas e limpas. Sim, muito limpas. E modernas. Todas contam com esteiras rolantes para nos auxiliar a atravessá-las. Pense nas estações da CPTM de São Paulo que ficam na Marginal Pinheiros. Agora pense que há entrada por ambos os lados do rio. É mais ou menos essa a distância que tínhamos que percorrer para atravessar as estações.



Mas temo que essas regalias deixam as pessoas preguiçosas. Isso porque os elevadores das estações são muito concorridos. Nós, que estávamos sempre com o carrinho de bebê, não tínhamos outra opção a não ser carregá-lo nas costas pelas escadas. Mas a grande maioria das pessoas que brigam pelos elevadores não precisa usá-lo. Falando em elevador nas estações, todas elas o têm. Se você não encontrou é porque não procurou direito. E isso aconteceu conosco pelo menos 2 vezes. Descobrimos só depois de estar suando ao carregar o carrinho na mão escada a cima ou a baixo.

Tem um ticket para turistas que nos foi muito útil nesse primeiro dia em Dubai. Paga-se AED 22,00 por pessoa para utilizar todos os transportes públicos sem limite até a meia noite. Como as estações são divididas em zonas e o Gold Souk fica a 2 zonas de distância, teríamos que pagar AED 14,00 por pessoa somente pela viagem de ida e volta. Mas usamos muito mais metrô do que isso.

Só não usamos metrô, e nem taxi, do Mall of Emirates ao Madinat Jumeirah. Fomos a pé enquanto procurávamos um taxi. Não passou nenhum e a pernada foi longa.

Mas depois falamos disso. Agora vou falar do almoço da Helô. O Mall of Emirates é grande, moderno, bonito, com boas lojas, mas espera aí. Você não iria a Dubai para passear em shopping, iria? Pois é, nós, definitivamente, não. Só queríamos almoçar. Na falta de arroz branco e algum legume ou carne que ela está acostumada a comer, compramos uma de suas comidas favoritas: pizza!



Mas a Helô mal comeu e teve dor forte de barriga de novo a ponto de fazer sua pressão cair. O bom é que nossa neném é forte e não desanima. Queria sair correndo pelos corredores mesmo assim. Logo ela melhorou e fomos embora com ela bagunçando no seu passeio favorito: shopping.

Bom, depois de muito andar e a Helô muito dormir no carrinho, chegamos ao Madinat Jumeirah. Duvido que você já tenha lido algo a respeito desse lugar. Eu nunca li. Uma amiga da Fabi que falou de lá, mas também de forma meio despretensiosa. Fomos porque eu pesquisei depois e pareceu interessante e digo que é um “must see” em Dubai. O lugar é muito interessante e de um visual deslumbrante! Arquitetura remete ao árabe antigo, mas cheio de luxo. De lá, conseguimos ter uma visão privilegiada do hotel sete estrelas em forma de iate, Burj Al Arab. Se soubéssemos antes, teríamos “pulado” o Mall of Emirates fácil para almoçar no Madinat e passar mais tempo por lá.








A única coisa que não recomendo (pelo preço) é o passeio de barco pelo canal artificial do complexo do hotel. O visual é bacana, o barco chega um pouco mais perto do Burj Al Arab, mas, tirando 5 minutos de passeio, os outros 15 minutos são mais do mesmo e pagamos AED 85 cada.





De lá, pegamos um taxi até o Mall of Emirate e, então, o metrô para o Dubai Mall, onde fica o Burj Al Kalifa, prédio mais alto do mundo.

Uma curiosidade do metrô de Dubai é que tem 2 vagões exclusivos para mulheres e crianças. Em alguns horários do dia, o metrô ficou super lotado. Só não tinha gente pendurado nas janelas porque não tem como abrí-las e, mesmo em situação como essa, as pessoas respeitam e os homens ficam todos espremidos nos vagões comuns, enquanto passando a linha rosa pintada no chão e que identifica a divisão para a área restrita para mulheres e crianças, estava bem vazio. Mandei a Fabi e a Helô para lá enquanto eu ficava espremido no meio da galera.


Da estação de metrô ao Dubai Mall é uma bela de uma caminhada pelo túnel que nos deixa dentro do shopping. É ali que está o aquário de Dubai, tem pista de patinação no gelo, carrossel (Helô ficou com medo de ir, mas chorou pra sair) com muitas lojas! Afinal, é o maior shopping do mundo. Conhecemos pouco do shopping e fomos para a parte que nos interessava de fato que é o show das águas na frente do shopping, com o Burj Al Kalifa no fundo. Esses shows acontecem diariamente de meia em meia hora. É muito bem feito e impressionante. Porém, tem a duração de uma única música. Fica o gostinho de quero mais.












Anes, a Helô comeu um pouco (não muito, mas melhor que nada) de arroz chinês com uma carne suspeita.

O dia acabou e nós estávamos quebrados! O dia foi mesmo puxado e a Helô dormiu como um anjinho.


Dia 01 – A viagem (São Paulo / Dubai) – 21/02/2016

Chegou o grande dia!

Será que a Helô vai dormir? Vai ser muito cansativo? Emirates Airlines é realmente tudo o que dizem? Como diz a Luna que a Helô adora, “são tantas perguntas”.

Primeira escolha correta: viajamos no sábado. A Fabi queria ir na sexta-feira, no nosso último dia de trabalho para aproveitar um dia a mais das férias. Se eu tivesse ido na dela, provavelmente pelo menos um de nós estaria agora com uma ponte de safena. Viajar com criança exige muita calma e controle. Como não tivemos tempo de arrumar as malas durante a semana, teríamos que ter virado a noite de quinta para sexta arrumando tudo e chorar no trânsito de São Paulo para o aeroporto. No sábado estava tudo muito tranquilo, principalmente por conta do vôo da 01:25 da madrugada de domingo.

E justo nesse dia acabou o horário de verão. Eu sempre me perco com essas coisas. Nunca sei se é para adiantar ou atrasar o relógio. Minha guru Fabi disse que teríamos que adiantar o relógio, então, na verdade, o vôo sairia à meia noite e meia. Tudo bem, afinal, tínhamos tempo de sobra e saímos mais cedo. À meia noite, porém, notei algo estranho: todos os relógios viraram para às 23:00. O que isso quer dizer? Nada, só tivemos que esperar por mais duas horas no aeroporto!

Mas deu tudo certo. A não ser por um detalhe. A Helô estava meio estranha. Fez vários cocôs e fazia muita força. Tinha algo incomodando nossa neném. Mas depois passou e ficamos mais tranquilos.

Ah a Emirates. Fomos muito bem recepcionados. As comissárias de bordo se apresentam em grande número e sorridentes. Bem diferente das anciãs mal humoradas dos vôos da United Airlines. Já na porta do avião, uma fez pose para tirar foto com a Helô e até emprestou o cap dela para a foto. Depois, outra veio com um monte de brinquedo para a Helô.

Como nossa pequena ainda não fez 2 anos, embora faltem menos de 2 meses, não compramos assento para ela. Então, nossa estratégia foi, como compramos as passagens com muita antecedência, reservar os assentos na primeira fila, com muito espaço para as pernas, para usar como moeda de troca. E deu certo. Encontrei um rapaz e uma senhora que estavam com o assento do meio vago e que aceitaram prontamente trocar de lugar conosco para que a Helô pudesse se acomodar mais confortavelmente entre nós. Deu muito certo! Nossa bebê dormiu quase a viagem toda. O anti alérgico (Hixizine) que a pediatra indicou deve ter ajudado. O combinado era que, em 8 horas de vôo, repetíssemos a dose, mas a Helô ficou bem tranquila depois que acordou e resolvemos não dopá-la novamente. Ela ficou brincando com os brinquedinhos novos e assistindo a alguns filmes no sistema de entretenimento do avião.

Aliás, fora a cortesia dos funcionários e lista bem completa de filmes de entretenimento a bordo, a Emirates não tinha nada muito melhor que outras companhias. A comida era boa, mas nada muito sensacional. Os assentos eram novos, com a poltrona que desliza o assento suavemente para frente ao deitar o encosto, mas o espaço lateral e para as pernas também é bem padrão.

Ao desembarcarmos em Dubai, tivemos uma surpresa não muito boa, mas que acabou não nos causando problemas. Essa, inclusive, é uma boa dica para quem viaja para Dubai com crianças e leva seu carrinho de bebê. Normalmente, despachamos o carrinho na porta do avião e o pegamos novamente também na porta. Aqui é diferente. O carrinho fica disponível na esteira junto com as malas. Para compensar, a companhia aérea disponibiliza carrinhos de bebê no aeroporto. Tinha um na saída do gate e que pudemos usar. O ruim é que ninguém nos informou dessa particularidade e só descobrimos após perguntarmos quando quase todos já haviam desembarcado e com muito tempo de espera em vão. O carrinho disponível no gate estava em péssimas condições! Ponto negativo para a companhia aérea! Todo torto, quebrado e muito sujo!

Outra coisa que aprendemos por aqui é que, quando o elevador está fechando as portas, isso é sério. Não tente abrasileirar e enfiar a mão na porta que sua mão vai de carona com o elevador e você fica. Por pouco a Fabi ainda está com a mão dela no lugar certo.
O aeroporto é moderno, limpo, organizado e é isso. Não achamos nada de sensacional no aeroporto de Dubai. Nada muito além do que o Terminal 3 do aeroporto de Guarulhos ou outros aeroportos modernos também oferecem. E não é porque estamos em Dubai que temos que só falar maravilhas daqui certo? Mas não entenda mal porque isso não é uma crítica. Não temos do que reclamar.

Os carrinhos de mala, a exemplo do Brasil, são gratuitos e em bom estado. Os taxis são organizados e passa um sentimento importante de segurança aos turistas que acabam de desembarcar em um país desconhecido que, embora (pelo menos pelo que constatamos até o momento) falem inglês, tem um idioma muito diferente do que estamos acostumado nas Américas e com escrita que, para nós, é um monte de minhoquinhas.

A vista da cidade, indo ao hotel, me fez lembrar da região do Itaim e Berrini quando chegando pela Marginal Pinheiros. Vários prédios modernos e muito altos, principalmente do lado esquerdo da avenida que, à exceção do rio em seu centro, muito se assemelha à marginal. Basta colocar um pouco mais de luxo e andares nos prédios de São Paulo e modernidade e limpeza na avenida que fica igualzinho.

Nos hospedamos no Holiday Inn Express de Internet City que fica em uma região de empresas de tecnologia. Já pudemos ver a Dell, Intel e a EMC aqui nas imediações.
A Helô sofreu um pouco com o fuso. Eram 2 da manhã e ela não queria saber de dormir. Rolou um leve stress, mas depois ela se cansou e dormiu. Isso vai nos atrasar no roteiro de amanhã, mas faz parte.

Boa noite! (ou bom dia para quem está no Brasil – estamos com 7 horas de diferença de fuso)


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Roteiro para o sudeste asiático

Pronto. Já nas vésperas da nossa viagem, estamos com o roteiro definido.
Tudo passou pelo nosso crivo mas, infelizmente, a vida é feita de escolhas. E, como dessa vez estamos acompanhados de nossa pequena, as escolhas são mais cuidadosas.
Levamos muita coisa em consideração, entre elas conveniência de deslocamento e mudança de base o mínimo de vezes possível. Não está nos reconhecendo? Pois é. Até nossa bebê ficar maiorzinha, é assim que vai ter que ser. Mas não pense que vai ser bem tranquilo porque não vai.
Ah, outra coisa. O orçamento foi também uma questão crucial na escolha dos destinos e passeios. Aliás, estamos passando por uma super crise no Brasil e não dá para ficar alheio a isso. Com o dólar descontrolado e o risco de desemprego cada vez maior, onde pudemos, nós seguramos o planejamento de gastos.

Mas vamos ao que interessa. Países visitados:
1. Dubai - 2 dias inteiros - vai ser nossa conexão da ida
2. Cingapura - 5 dias inteiros - nossa principal base, onde a Lilian, prima da Fabi mora e vai nos receber
3. Camboja - 1 dia e meio - não pudemos cortar esse destino do roteiro por tudo o que lemos sobre esse maravilhoso destino
4. Tailândia - 3 dias inteiros - vamos nos restringir a conhecer o litoral / ilhas. Devido ao tempo que teríamos no país, tivemos que escolher entre litoral e Bangkok e cidades do interior. Decisão complicada, mas praia sempre fala mais alto. Ainda mais viajando com criança.

Além desses lugares, nos interessavam também conhecer esses abaixo que tivemos que acabar abrindo mão:
- Bangkok – No roteiro original, Bangkok era um dos pontos altos. Me interessei inclusive em assistir uma luta de Muai Tay, mas, como tínhamos que cortar, essa cidade foi cortada por ser um centro cosmopolita e Dubai e Cingapura já são cosmopolitas o suficiente e essas últimas cidades eram as únicas que não tínhamos cortar do roteiro.
- Mercado flutuante de Damnoen Saduak – Seria um “must see” se fossemos para Bangkok, mas acabou sendo cortado juntamente com a capital da Tailândia.
- Chiang Mai – Cidade no norte da Tailândia. Nos interessava conhecer mais o interior desse país fascinante, mas o tempo de deslocamento nos prejudicaria muito. Então, foi cortada antes de Bangkok sair da lista.
- Vietnã – Em pesquisas em sites e com amigos, ficamos muito tentados a virar todo o nosso roteiro que, originalmente, passaria pela Tailândia para o Vietnã. E possivelmente isso teria acontecido se não estivéssemos viajando com criança. A viagem no Vietnã seria daquelas de “pinga pinga” em várias cidades, um hotel diferente a cada dia, muito parecido com o que estávamos acostumados a fazer. Mas com criança preferimos não arriscar tanto. Além disso, seria um roteiro bem de desapego. Não que sejamos muito exigentes com hotéis e meios de transporte, mas pelo que pudemos pesquisar, o negócio é mais tenso.
- Indonésia – Uma vez definido que iríamos para a praia relaxar, tivemos que escolher entre Tailândia e Indonésia. Pontos para a Tailândia: achamos as praias mais interessantes e os hotéis são mais baratos. Não se esqueçam da crise!

Bom, então, malas prontas e vamos viajar!
Ah! Dessa vez, acho que o roteiro não vai sair on-line. Talvez haja algum atraso para as publicações já que algo me diz que vamos ter um motivo a mais para tomar nosso tempo. J


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sudeste Asiático - será?

Há algumas semanas estamos planejando nossas próximas férias para fevereiro de 2016.
Euro caro, dólar subindo todos os dias. A dúvida passou a ser: e agora? Vamos ficar pelo Brasil mesmo? Mas que droga! Queríamos voltar a fazer aquelas viagens como as dos últimos anos e que praticamente pulamos em 2015.
Procura daqui, procura dali, contas e mais contas e por que não vamos visitar a Lilian, prima da Fabi, que mora em Cingapura? Faz tempo que estamos querendo ir visitá-la, a Fabi não conhece a Ásia (com exceção da Turquia que é mais uma zona de transição com a Europa) e eu também muita curiosidade em conhecer outras localidades do sudeste asiático (eu já conheço Taiwan, mas foi uma viagem a negócio e não deu para aproveitar muito). Bom, indo para Cingapura, pelo menos não vamos gastar com hotel nos dias que ficarmos por lá.

Mas e o vôo?
Tínhamos basicamente duas preocupações em relação ao vôo: custo e duração (a Helô vai ter pouco menos de 2 anos e uma viagem de 24 horas não seria muito agradável).
Então, começamos a pensar em fazer um "stop over" no meio do caminho. O mais óbvio era parar em algum país na Europa. Por que não na Inglaterra que é um lugar que queremos conhecer há tempos? Simplesmente porque lá faz muito frio essa época do ano! Mas e os outros países da Europa? Com exceção talvez do sul da Itália, faz frio em todo lugar. Pesquisamos muito em vários sites, várias companhias aéreas, muitas opções de destino e, por incrível que pareça, a Emirates tinha uma proposta interessante para nós. Encontramos um vôo com conexão única em Dubai. Basicamente, é um vôo de 15 horas para Dubai e outro de 7 horas para Cingapura. Vamos parar em Dubai por 3 noites na ida e fazer uma conexão longa de 20 horas na volta, o suficiente para relaxarmos um pouco e dormir em uma cama confortável entre um vôo e outro.
Dizem que a Emirates é a melhor companhia aérea em atividade no mundo! Então, certamente, é também a mais cara, certo? Não necessariamente. Realmente pagamos um pouco mais caro do que algumas opções de vôo com 3 ou 4 conexões para Cingapura e isso parece justo. Procurando direitinho e com paciência e fazendo umas tentativas malucas, dá para encontrar vôo mais em conta. E foi o que fizemos. Por exemplo, se não parássemos em Dubai na ida, o vôo encareceria em algo em torno de R$1.000,00
Estranho? Eu acho estranho, mas é como funciona. Por exemplo, enquanto pesquisávamos fazer um stop over na Europa, notamos que um vôo São Paulo / Londres / Cingapura era muito mais caro (mais caro que Emirates) do que fazer São Paulo / Genebra / Londres (com parada de algumas noites) / Genebra / Cingapura. E esse foi só um exemplo. Vôos com mais paradas, mesmo que voando mais milhas e com mais taxa de embarque, saem mais em conta que vôos mais diretos, mesmo usando a mesma companhia aérea.
Então, fica a dica. Se tiver algum tempinho sobrando, faça mais paradas, durma em uma cidade diferente, conheça um ou outro lugar que não estava sendo planejado e economize dinheiro.

Uma preocupação com a parada em Dubai é o preço dos hotéis. Tem alguns hotéis que mais parecem cenário de guerra do Oriente Médio. Os outros, de primeiro mundo e super tecnológicos são caríssimos! Mas nem tanto. Tem um site oficial de Dubai onde se é possível fazer as reservas com valores bem mais em conta: http://flights.definitelydubai.com/dubaihotels.php
Ainda não fizemos nossa reserva porque ainda não pesquisamos o suficiente sobre as regiões da cidade, mas vamos fazer isso logo.
O que já sabemos é que é necessário visto para Dubai. O processo é simples, mas diferente de tudo o que estamos acostumados. Lá, eles trabalham com um esquema de patrocinador do visto. O principal patrocinador é a própria Emirates. Mas, para quem chega por outra companhia aérea, pode buscar o patrocínio com o hotel e isso é bem comum. O processo parece simples, mas não é de graça. Com a Emirates, por exemplo, custa US$ 55.
A Débora tem um post no blog dela bem detalhado sobre isso. Vale a leitura:
http://www.revistadeviagem.net/planejamento/vistos/como-tirar-o-visto-para-dubai/

Bom, já no destino final, queremos expandir para a Tailândia e talvez Camboja e Indonésia. Dizem que é bem barato se locomover por lá e, especialmente na Tailândia, as coisas são bem baratas.
Quando tivermos pesquisado mais sobre esses destinos, postaremos novamente com mais detalhes.

Aguardem!

domingo, 7 de junho de 2015

Cancun – Dia 6 – Tulum com Xel Ha

Hoje foi nossa vez de acordar a Helô. Acordamos às 6:40 para pegarmos o ônibus das 7:30.
O ônibus chegou às 7:25 e já saímos rumo à central de embarque dos passeios da Go México. Eles fazem o esquema de cada ônibus pegar todos os turistas de todos os passeios em um número reduzido de hotéis e levar todos para a central para, então fazer a distribuição nos ônibus certos de cada passeio. É um modelo inteligente mas poderia ser um pouco mais ágil na central de embarque já que ficamos um tempo razoável lá aguardando o processo de check in. Embarcamos em um bom (não ótimo) ônibus e rumamos para Tulum, nossa primeira parada.
O guia, Santiago, falava tudo em espanhol e repetia num excelente inglês, sem o sotaque bem típico mexicano. Ele parece ser um guia bastante experiente e é animado e tem umas piadas bem fundamentadas e engraçadas, diferente da maioria dos guias que eu conheço. Sua marca registrada é o jargão “Hasta la vista, baby”.
Ele falou tanto que quase não notamos a viagem de 2 horas até Tulum. Coisas para ficar atentos e que são comuns a qualquer excursão: eles tentam vender de tudo no ônibus – de água a filtro solar e câmera fotográfica sub aquática. No parque Xel Ha, é fortemente recomendado que não sejam usados filtros solares comuns já que é um parque natural com forte apelo em sustentabilidade. Ao invés disso, eles solicitam que sejam usados filtros solares naturais e que sejam rapidamente bio degradáveis. Com base nisso, o guia ofereceu seus produtos que eram mais baratos que no parque. Como tínhamos lido que o parque fornecia, gratuitamente, o produto, não compramos. Depois, descobrimos que o parque tem o produto para fornecer, mas não é gratuito e é realmente mais caro que do guia. Mas, diferentemente do que ele pregou, o parque não proíbe que filtros solares comuns sejam usados. De qualquer forma, o guia nos deixa bastante à vontade em relação à compra dos produtos.
Bom, depois voltamos a falar de Xel Ha. Falemos de Tulum que foi nossa primeira parada. Diferente da ilha das mulheres, é impraticável fazer a visita sem carrinho de bebê. São 10 minutos do estacionamento à área arqueológica e mais o tempo de visita. É muito tempo para ficar com o bebê no colo, fora o calor fortíssimo. Tem poucos degraus e área de areia fofa, o que não inviabiliza o uso do carrinho de bebê.
A visita é interessante e o acompanhamento do guia é muito importante para sabermos o que estamos vendo. Tulum era uma cidade portuária relativamente pequena e não se encontram pirâmides nessa cidade Maia que foi, por muito tempo, subordinada a outras cidades mais ricas e poderosas.
De frente para o templo da cidade, a 5 horas e uns 300 metros de distância, tem uma árvore que marca o melhor ponto de fotografia das ruinas da cidade que era fortificada por muro relativamente baixo, mas espesso o suficiente para que o exército pudesse alvejar o inimigo que tentasse passar por cima do muro.
Como é uma cidade portuária, é banhada pelo mar e tem uma pequena praia que pode ser visitada além de outra pequena praia que é exclusiva para criação de tartarugas marinhas. O acesso a essa praia que podemos acessar é através de uma alta escada, o que dificulta muito a descida de quem está com criança pequena. Nós estávamos com a Heloisa de 1 ano e 2 meses com carrinho e tudo e não descemos. Até teríamos tentado descer se a praia fizesse valer a pena, mas a do hotel em Cancun era muito melhor.
Voltamos para o ponto de encontro, num hotel / restaurante, a Fabi trocou a Helô numa cadeira, já que não tinha estrutura com trocador e pagou absurdos 4 dólares em um coco para a Helô.
Mais 15 minutos de ônibus no sentido de Cancun e chegamos a Xel Ha. É um parque all inclusive com 4 restaurantes (mexicano, fast food, internacional e um de frutos do mar) e com quiosques de bebida (refrigerantes e cerveja).
Almoçamos no restaurante de cozinha internacional. Não eram tantas as opções, mas eram boas, bem temperadas e nos esbaldamos. Até a Helô que estava chatinha para comer, adorou a comida. Por ser um parque ecológico, eles não têm canudos e a Helô teve que tomar suco no copo. Para ela não foi um problema, mas é uma dica para quem tem bebê que já usa canudo, mas que ainda não consegue usar copo.
De lá, fomos retirar nosso kit de snorkeling e deixar a malinha de itens que não usaríamos em um guarda volumes. Tudo isso já está incluído no preço do parque. Então, pegamos um trenzinho até o início do rio para descermos, os 3, de bóia até praticamente a entrada do parque. A primeira dica aqui é, se você não for descer o rio fazendo snorkeling, não pegue o equipamento antes. Isso porque deixamos todos os nossos itens na chapelaria do rio (inclusive o carrinho de bebê), mas eles não recebem snorkeling. Então, tivemos que dar um jeito de descer com os kits nas mãos. Tudo o que deixamos na chapelaria do início do rio é levado pelos funcionários do parque e deixado em outro quiosque no fim da travessia. É um serviço muito legal e ajuda bastante.
A descida do rio é mais difícil do que esperávamos já que não há correnteza. Então, tive que ir remando com as mãos para nos movermos bem devagar. Levamos 1 hora para atravessar o rio e, em dado momento, a Helô se enfezou e tive que tentar acelerar, mas não foi fácil. No meio do rio, o cabeçudo aqui descobriu que remando de costas era muito mais eficiente e conseguimos nos mover mais rápido. Para quem tem mais tempo ou que está sem criança pequena, vale a pena ir parando no caminho e usufruindo de outras diversões como saltar de plataformas, atravessar o rio na corda bamba, fazer tirolesa além de ir fazendo snorkeling no percurso do rio.
Chegamos no parque por volta das 13:00 e nossa saída estava marcada para às 17:00. Então, até almoçar, nos encontrar no parque e tal, tivemos apenas umas 3 horas para aproveitar. Por isso, não chegamos a usufruir muito de Xel Ha. Recomendamos passar o dia todo lá e tentar dividir o passeio em 2. Se tiver tempo, dá para ir para Tulum em outro dia e parar na Playa del Carmen para aproveitar a viagem.
Xel Ha é um parque aquático natural, com atividades típicas realizadas em parques como esse e mais outras atrações como praias fechadas e nado com golfinhos (pago à parte) e com uma infraestrutura muito boa. Recomendamos! Quem não levar carrinho de bebê, o parque empresta, já que é uma área bem extensa e carregar criança no colo não é fácil.
Depois de descer o rio, fizemos snorkeling no final do rio e vimos algumas espécies de peixes. Da escada de onde descemos e onde a Helô ficou esperando dava para ver os peixes e ela se divertiu. De qualquer forma, se o intuito é fazer snorkeling, Ilha Grande no Rio de Janeiro é mais interessante.
Atrasamos uns 20 minutos para a volta esperando por duas pessoas e, depois desse tempo, saímos deixando-os para trás conforme previamente combinado com todos.
A volta foi tranquila, com a Helô dormindo o tempo todo. Deixaram todos na entrada (do lado de fora) de seus respectivos hotéis, o que achamos bom porque entrar nos hotéis acaba gastando muito tempo e teríamos demorado muito mais se tivéssemos que deixar todo mundo na recepção de cada hotel.
Na chegada já estávamos com fome e paramos para nossa última pizza no Hard Rock hotel. Fomos jantar novamente no nosso restaurante favorito, o asiático Zen. Mas, essa noite, para variar, ficamos no a la carte. Para mim, que tenho intolerância a tudo o que vive na água, eram poucas as opções, mas meu frango estava uma delícia. O camarão da Fabi, segundo ela, também estava muito bom. A Helô repetiu o jantar da noite anterior e comeu outros 4 espetinhos de peixe empanado. Boas sobremesas novamente e voltamos para o quarto para arrumar as malas enquanto a Helô dormia.
Dia seguinte, enquanto eu terminava os últimos detalhes nas malas, a Fabi e a Helô desceram para se despedirem da piscina e da praia. Dessa vez, deixamos mais roupa da Helô na mala de mão, já que, na ida, ela sujou a roupa e ficamos sem nova troca. Então, aprendemos que, em viagens longas, devemos abusar das trocas da bebê na mala de mão para não passarmos apuros.
O transfer passou para nos pegar uns 20 minutos antes do horário combinado e, como já estávamos prontos, chegamos mais cedo no aeroporto. Check in e embarque correram tudo bem. Estávamos preocupados com nossa conexão em Nova Iorque (Newark) já que tínhamos 2 horas entre os vôos, mas a imigração foi super rápida e ainda tivemos que esperar o embarque por 2 horas já que o vôo atrasou.
A viagem foi tranquila, especialmente porque voltamos de primeira classe. Foi nossa primeira experiência em primeira classe e entendemos o porquê de tanta diferença no preço. Parecíamos dois estreantes em viagens. A Helô dormiu o tempo todo porque estava exausta depois de ficar correndo com outras crianças no aeroporto enquanto esperávamos e também pelo efeito do remédio anti-inflamatório que demos a ela para dormir (veja post do primeiro dia em Cancun para mais detalhes).
Até a próxima viagem!