domingo, 31 de maio de 2015

Cancun – Dia 1 – Hard Rock rocks!

Mas antes de falar do hotel, vamos contar como chegamos até ele.
Nos posts dessa viagem vocês vão notar algo muito diferente assim como nós também estamos notando desde o planejamento até a vivência da viagem. Estamos viajando com bebê!
A preocupação da vez era que a Heloisa dormisse durante os vôos e decisão mais óbvia era dar Dramin para ajudar a relaxá-la. Tomamos, porém, uma decisão prudente e a Fabi consultou a pediatra que disse para tentar dar esse medicamento mesmo, mas recomendou que testássemos antes. Esse foi o pulo do gato. A Helô ficou super agitada e foi difícil fazê-la dormir nessa noite. A pediatra, então, recomendou um anti-alérgico que funcionou melhor no teste prévio e, conversando com o farmacêutico a comprar esse novo remédio, disse que realmente há relatos de o Dramin deixar a pessoa mais desperta. Não vou compartilhar o nome do anti-alérgico aqui porque é realmente importante consultar o médico do seu filho para fazer a coisa certa.
Pois bem, nosso vôo estava marcado para às 21:00 de sexta-feira e, pela experiência de a Fabi ter perdido um vôo das 21:20 em uma sexta-feira recente, resolvemos sair mais cedo. Foi o suficiente para chegarmos a tempo de dar o jantar da Helô mas só porque o vôo atrasou meia hora. Não fosse isso, chegaríamos e entraríamos direto no avião. Sexta-feira tem sido um dia definitivamente complicado para voar por Guarulhos.
Como compramos nossas passagens com milhas da United, a injeção na testa foi voar até Washington DC (10 horas) e, após conexão relativamente curta de 2:25, novo vôo de 3:30 voltando para o México.
A pergunta é: o anti-alérgico funcionou na Hora H? Sim! Funcionou até de mais! A Helô dormiu depois de mamar, seguindo a rotina normal e, mesmo dormindo toda desconfortável no colo da mãe, foi direto até acenderem as luzes do avião para passar com o café da manhã. E ainda acordou com aquela cara de “Quem mandou acenderem as luzes? Será que ninguém notou que tem uma bebê tentando dormir aqui?” e dormiu de novo.
Meu tablet com o milagroso “Galinha Pintadinha” só foi usado no início do vôo para Cancun, antes que ela dormisse de novo.
A viagem, em relação à Helô foi perfeita. Ela não nos deu trabalho algum. Mas a United, em compensação... eu me senti voando no 14-bis. Avião velho e apertado (mais que o normal). Comida horrível (mais que o normal). O ponto alto foi um comissário de vôo, já senhor, que nos tratou super bem durante todo o tempo, mas tenho certeza que foi por conta da bebê.
Para não fugir da rotina, a conexão teve emoção. Como eu comentei antes, tínhamos 2:30 de conexão em DC, sendo que o vôo saiu meia hora atrasado, teríamos que fazer imigração, pegar as malas, passar pela alfândega, trocar a fralda da Helô, passar pelo security novamente, correr até o gate (para quem conhece o aeroporto de Dules, é uma construção antiga mas muito grande sendo que se pode dar o azar de ter que se movimentar de um terminal a outro de ônibus). E com um detalhe de que estávamos sentados na penúltima poltrona do avião e, até que conseguíssemos sair do avião e colocar a Helô no carrinho, já seríamos os últimos. E realmente o fomos. Como o aeroporto é antigo, os corredores que levam do gate até a área de imigração, são muito estreitos e não conseguimos fazer nenhuma ultrapassagem. Então, fomos os últimos a fazer a imigração, a pegar nossas malas sozinhas abandonadas no saguão, passar pela alfândega e security. Isso não foi suficiente para nos fazer perder nosso vôo, mas, de novo, foi bem corrido. Compramos algo para comer e já entramos no avião (mesmo se tratando de um vôo internacional, não havia comida no vôo, nem para quem quisesse pagar por ela). Mas creio que o fato de termos sido os últimos a fazer todas essas coisas e estarmos sozinhos nas respectivas áreas no aeroporto e com uma bebê linda que mexia com todo mundo nos proporcionou algo que eu nunca tinha visto antes nos EUA em minhas dezenas de viagens para aquele país. Todos os funcionários foram educados e atenciosos conosco.
Eu já ia me esquecendo de mencionar que, ao embarcarmos em São Paulo, a Fabi entregou os bilhetes de DC para Cancun e, por incrível que possa parecer, isso não foi detectado no padrão de qualidade e acabamos nos sentando em lugar errado e, o pior, estávamos sem os bilhetes do segundo trecho, lembrando que teríamos um tempo curto de conexão. Por sorte, havia um balcão da United na área de bagagem em Dules e a moça, educadamente, os reimprimiu para nós.
Chegando no México, após passar pela demoradíssima imigração e ter um labrador literalmente babando na minha mala de mão procurando por drogas ou comida in natura, o que vimos foi um mar de guias turísticos, vans e o que mais de profissionais do ramo do turismo angariando seus novos clientes.
Nesse momento, a ficha caiu: Estamos em Férias! Em Cancun!
Tínhamos contratado, previamente, o traslado com o hotel com custo de US$ 28 por pessoa (ida e volta) para pagar diretamente no hotel. A condução é coletiva, mas já conhecemos bem isso e trata-se de uma van que leva até sua capacidade máxima (todos sentados) diretamente ao hotel. Acabamos dividindo a condução com um simpático casal de americanos que vieram para o casamento de uma sobrinha.
Pesquisando no aeroporto, o serviço de taxi sairia por US$ 25 por pessoa (ida e volta) contratando diretamente no local.
Chegamos ao hotel. Por fora, olhando da rua, não é um hotel que impressione, mas, por dentro, a situação é bem diferente. Trata-se de um hotel grandioso, com decoração muito bem escolhida seguindo a mesma temática dos restaurantes da rede Hard Rock e com funcionários prestativos por todos os lados, esperando pela sua parte da gorjeta. Logo que chegamos, tivemos um incidente com a fralda da Helô e, na correria, uma senhora da limpeza que notou que o nariz dela estava escorrendo e logo chegou com lencinho para que pudéssemos limpá-la. Esse gesto pode parecer simplório, mas já deixou claro o tipo de atendimento que teríamos a partir daquele momento. O Hard Rock Hotel ganhou mais um ponto conosco e a moça da faxina merece um reconhecimento deles já que não chegou a receber nossa gorjeta.
Problema da fralda resolvido, deixamos a Helô explorar o local e ela adorou! Ficou em êxtase correndo pelos corredores do hotel. Corria sem rumo, gritava e mexia com todos os que passavam. Figura!
Não conseguimos disponibilidade imediata de quarto já que o check-in é a partir das 15:00 e fomos almoçar no “The Market”, um dos restaurantes All-inclusive do hotel enquanto esperávamos receber um email de liberação do quarto através do Wi-Fi grátis disponível e acessívem por toda a extensão do hotel.
Ficamos bastante satisfeitos com a quantidade de opções disponíveis no buffet do The Market que, embora a maioria não agradasse nosso paladar, a grande variedade certamente atendeu à nossas necessidades e as da Helô. Uma preocupação que tínhamos era quanto ao tempero forte e bastante apimentado, típico dos Mexicanos. Mas, surpreendentemente, a comida é até um pouco insossa e sem pimenta nenhuma.
Enquanto terminávamos de almoçar, chegou o email e subimos para nosso quarto que não é tão grande, mas o suficiente e com vista frontal para o mar. Bom, o tamanho suficiente é para mim e a Fabi, porque a Helô botou pra quebrar e correu por todos os cantos do nosso quarto explorando cada pedacinho, inclusive a pequena varanda, com parapeito em vidro alto o suficiente para mantê-la em segurança.
Conversando com uma pessoa do customer care center na semana anterior à nossa chegada, descobri que o hotel estava com uma promoção em que o pacote oferecido para crianças (incluindo berço, banheira, fraldas, papinha doce, lencinhos umedecidos, horas de babá, kit de brinquedos para praia) e que custa US$ 270 estava sendo dado gratuitamente. Para isso, bastava acessar um endereço do site do hotel (não tem link na página principal) e preencher um formulário. Claro que eu fiz isso, e me pareceu ser algo tão excluviso que nem os funcionários do hotel pareciam entender do que se tratava. Tive que falar com 5 pessoas diferentes no hotel e só consegui me fazer entender depois que perdi a paciência e deixei isso muito claro para meu quinto interlocutor. Meia hora depois, chegou a comitiva no nosso quarto com toda a parafernalha que tínhamos direito.
Mais para o final do dia, após mais uma soneca da nossa pequena, fomos para o mar e a piscina. Tente adivinhar se a Helô, que não conhecia o mar, ficou assustada. Pelo contrário, ela ficou encantada com tudo isso e queria se jogar na água. Adorou pular as ondas no nosso colo e a diversão só aumentava quando alguma onda um pouco maior quebrava em cima de nós cobrindo seu rosto de água salgada.
Não preciso dizer que o mar por aqui é de uma limpeza extraordinária e que a água é morna com areia fofa e fria a despeito do forte sol que fazia. Havia ondas, sim, mas muito pequenas, suficientes apenas para nos fazer segurar nossa bebê de 1 ano um pouquinho mais alto. Há várias opções de atividades bem aqui em frente do hotel, o que inclui passeio de para queda puxado por lancha e jet ski.
Saindo do mar, fomos curtir uma das piscinas do hotel, com água aquecida (nem precisava) e muito rasa que, embora não seja a piscina exclusiva de crianças, era a opção perfeita pra Helô que teve mais alguns instantes de pura diversão.
Ao lado da piscina há um quiosque de pizza com rápido atendimento e bastante saborosa. As opções de cerveja no hotel, como era de se esperar, não são as melhores e incluem, exclusivamente, Corona (para mim, a pior cerveja do mundo) e XX (Dos Équis) Light. Insistindo, eles entregam que têm chopp XX que é uma opção melhor e acabou salvando o paladar.
Um ponto fraco do hotel e que acredito ser padrão em Cancun é que a área do hotel não é lá muito grande devido à massiva oferta de hotéis, todos lado a lado, e isso acaba por comprometer a quantidade de opções de lazer e de gastronomia. Isso tudo em comparação com Punta Cana que é um local no Caribe que também conhecemos e que tínhamos que andar de trem para irmos até algumas das opções do resort, o que incluiam alguns restaurantes.
Os funcionários, porém, figuram o ponto alto do hotel. Todos muito simpáticos e prestativos.
No Hard Rock Cancun, há 5 opções de restaurante: The Market (restaurante principal com buffet e jantar típico a cada dia da semana), uma cantina italiana, um restaurante asiático e que preparam o prato no balcão (chapa) a nossa frente, um mexicano e o Ipanema, brasileiro, que, embora tenha nome carioca, tem os garçons caracterizados de gaúchos.
O Ipanema é o restaurante de maior destaque no hotel, ficando em um local de evidência e deveria ser muito bom. Acho que, principalmente esse tipo de hotel com belíssima infraestrutura e que recebe, diariamente, centenas de visitantes de todo o mundo, deveria estudar melhor as culturas para oferecer um ambiente realmente próximo do que se propõe em seus restaurantes. Como a fila de espera nos restaurantes italiano e asiático estavam bem grandes, resolvemos ir conhecer o brasileiro, embora meu amigo que me indicou o hotel já houvesse falado mal dele. Enfim, nos arrependemos. Começando que o restaurante de nome carioca e com garçons “gaúchos” tinha uma mesa de acompanhamentos muito ruim (qualidade, variedade e similaridade com a cozinha brasileira), passando pelos tipos de carne servidos (frango, linguiça, picanha, fraldinha, alcatra, frango com bacon, abacaxi com canela e só), pela forma com que a carne é cortada, e sabor das mesmas que todas pareciam ser a mesma coisa (em teste cego, daria empate), finalizando com o tempero da picanha assada sem a gordura que, ao invés de sal grosso, levava chimichurri. O sorvete do petit gateau estava bom.
Para fechar a noite, fomos até a atração do dia, no anfiteatro, assistir ao “Circo com Rock”. Animal! Excelentes músicas interpretadas por excelentes músicos (Rock’n Roll) e ótimos artistas circenses apresentando impressionantes números de acrobacia. Recomendamos!
A Helô estava tão cansada que adormeceu ao som do Rock’n Roll, que, por sinal, é a trilha sonora do hotel por toda a parte que vamos com uma seleção excepcional de músicas e que combina com a decoração do hotel.


domingo, 24 de maio de 2015

Rumo a Cancún

Esse ano foi bem puxado e, como estamos com a nossa bebê de 1 ano, resolvemos quebrar um pouco o processo e fazer uma viagem mais calma.
Londres vai ter que nos aguardar pelo menos mais um ano. Decidimos por não ir à Europa porque é uma viagem invariavelmente cansativa e, por mais que adoremos aquele continente, hemos de concordar que não é muito atrativo para crianças, especialmente as dessa fase que estão começando a conhecer o mundo.
Pensamos em ir para o sudeste asiático. A prima da Fabi mora em Cingapura e a ideia era unir o útil ao agradável já que eu tenho muita vontade em conhecer a região da Indonésia e Cingapura parece ser um lugar muito interessante!
Porém, ficamos preocupados com a distância. Achamos que seria muito sofrível para a Helô. E a cotação do dólar acabou por tornar essa viagem incogitável.
Então, acabamos por escolher Cancún como nosso destino de férias de 2015 por uma somatória de razões: queríamos aproveitar o destino mais tranquilo para ir para o litoral. A Helô ainda não conhece o mar e, como gosta muito de água, achamos que ela vai adorar. Gostamos muito do Caribe e é sempre bom voltar para lá. Embora eu seja da opinião de que quanto mais remoto, mais interessante o lugar, principalmente se tratando do Caribe, dessa vez temos que pensar que precisamos de um lugar com uma boa infraestrutura por causa da Helô. Como conseguimos emitir os bilhetes aéreos com milhas, embarcamos nessa ideia e fechamos a viagem para Cancún.
Como queremos sombra e água fresca (digo, praia e cerveja gelada), resolvemos optar por um resort all inclusive embora muita gente seja a favor de não investir nesse tipo de hotel em Cancún devido à grande oferta de passeios, restaurantes e baladas.
Um amigo recomendou nos hospedarmos no Hard Rock All Inclusive Resort e, como indicação é tudo, na dúvida vamos ficar com esse mesmo. Claro que eu pesquisei bastante e, embora a praia desse hotel não seja a melhor porque fica mais para o sul (quanto mais para o sul, mais agitado é o mar), entre todas as variáveis, essa realmente pareceu ser uma boa opção. Fechamos com eles porque consegui uma super promoção no Decolar.com. Se não fosse isso, provavelmente teríamos fechado com outro porque o Hard Rock não é uma opção barata.
Enfim, semana que vem contaremos se realmente o hotel é uma boa opção e mais várias dicas de Cancún. O que vale e não vale a pena e, claro, dicas para viajar para Cancún com bebês de 1 ano.
Boa viagem para nós e até semana que vem!

sábado, 22 de novembro de 2014

Planejando novo roteiro - Reino Unido

Olá! Acabamos quebrando nossa tradição e não fizemos nenhuma viagem nesse ano de 2014. Não é pra menos. Ainda estamos nos ambientando com a chegada de nossa pequena Heloísa.

Mas, para 2015, estamos planejando voltar à ativa.
Inicialmente, queremos conhecer o Reino Unido e estamos começando a fazer pesquisas sobre tudo. Se alguém tiver alguma dica que queira compartilhar, agradeço.

De qualquer forma, aguardem novas postagens sobre nossa nova aventura em meados de 2015.

Até lá!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dia 19 – 26/09/13 – Munique

Hoje nos despedimos da Europa rumo ao nosso lar.

E choveu. E como choveu. Tínhamos programado ir até o English Biergarten, talvez o maior de Munique, mas cancelamos a visita. Ao invés disso, fomos ao centro histórico tentar almoçar na HofBräuHaus, mas, mesmo tendo mesa disponível, eles só atendem quem tem reserva. Vai entender, né? Uma coisa que notamos, no geral, é que há poucos garçons nos restaurantes, o que torna o serviço, de forma geral, um pouco lento. A exceção é a conta que eles trazem rapidamente e já com uma carteira de dinheiro, o que inclui moedas e que agiliza bastante o processo. Bom, a falta de garçons é uma justificativa provável ao fato de não quererem nos servir na HofBräuHaus. Fomos, então, no concorrente deles, a Augustiner, logo em frente, muito menor, mas com bom atendimento.

Nos despedimos da culinária alemã, eu com meio joelho de porco e a Fabi com meio frango.


Fomos até o centro Olímpico que ajudou a impulsionar a modernização da cidade em preparação para os jogos de 1972 e é uma visita que vale a pena. O centro olímpico é muito bonito e organizado, conta com um belo parque e o estádio de futebol e atletismo é de primeira mesmo não sendo tão recente assim. O local conta também com alguns morros que nada mais são que entulhos gerados com as destruições ocorridas na cidade durante a segunda guerra mundial cobertos com a terra removida para a construção da vasta estrutura de metrô que foi construída para receber os jogos olímpicos naquele ano.





De lá, fomos para o aeroporto e a viagem está declarada encerrada.

Foi uma viagem muito intensa e proveitosa, onde pudemos conhecer muitos lugares realmente especiais. No geral, recomendamos que façam tudo o que fizemos e visitem todas as cidades que visitamos. Não mudaríamos nada no nosso roteiro.

Ponto alto da viagem: as paisagens e a oportunidade de estar presente em locais historicamente tão importantes.

Ponto baixo da viagem: a Fabi não está podendo beber e, embora tenha me incentivado, perdi minha companheira de copo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Dia 18 – 25/09/13 – Munique

No nosso último dia inteiro na Europa, fizemos um tour em espanhol pela cidade histórica de Munique. O tour acontece todos os dias com saída de baixo da porta da Karlplatz com início às 10:00 em espanhol. Nosso grupo era super pequeno. Tínhamos eu, a Fabi e o Andrés, um paraguaio. Passamos novamente por alguns locais que visitamos ontem, mas, agora, com explicações sobre eles e visitamos novos locais. O tour foi bastante proveitoso e valeu a pena. Foram Euro 12 por pessoa.






Depois, no fim do dia, fomos visitar a fábrica da Paulaner e fazer uma pequena degustação. O guia da fábrica é engraçado, mas fala de um jeito estranho e não deu para entender muito o que ele falava. Como estava atrasado e tínhamos outro compromisso, pedimos licença e saímos um pouco antes do final. Valeu por conhecer a fábrica e degustar mais Paulaner.




Para fechar o dia com chave de ouro, fomos até a Allianz Arena assistir o jogo do Bayern de Munique contra o Hannover 96 pela copa da Alemanha. O jogo terminou em 4x1 para o time da casa, uma festa em campo e nas arquibancadas proporcionadas pelos 66.000 torcedores presentes. O jogo foi bom com gol (o segundo) feito após cruzamento do brasileiro Dante. O estádio é muito bonito, com acessos internos fáceis e tudo muito bem organizado. Tem ponto de metrô praticamente na entrada do estádio e, embora os vagões fiquem muito lotados, tudo correu super bem e foi tudo muito tranquilo. Estávamos há mais de 15 estações de distância e tivemos que trocar de trem no caminho para chegar aqui no apartamento e levamos exatamente 1 hora do fim do jogo até chegarmos aqui. Perfeito!




Hoje praticamente nos despedimos da viagem já que amanhã embarcaremos de volta para o Brasil. Postaremos novamente amanhã, mas este post já tem ar de “acabou”. Nos despedimos também da Gi, que nos acompanhou a viagem toda! A Gisele Bündchen é a modelo da rede de jogas H&M e, em todas as estações de metrô que passamos, ela estava presente em fotos e vídeo nos dando força para seguir adiante.

Dia 17 – 24/09/13 – Munique

O post de hoje está sendo publicado tardiamente devido à minha falta de “inspiração” ontem após ter ido à Oktoberfest.

Iniciamos o dia percorrendo parte do centro histórico a pé. Conhecemos a Marienplatz, a catedral, a prefeitura e a igreja de São Pedro que viríamos a descobrir que é o marco do nascimento da cidade de Munique. Subimos no mirante (mais de 300 degraus para não perder o costume) para ter uma vista privilegiada da região central de Munique. Fomos também até a porta da segunda muralha medieval Isartor e, no caminho, acabamos encontrando a cede da cervejaria Hofbräu que tem uma lojinha com produtos da marca, uma grande área com mesas além de um biergarten (jardim com mesas para se tomar cerveja) nos fundos.






Como não tínhamos reservado mesa na Oktoberfest, coisa que deve ser feita com muita antecedência, fomos cedo até o pavilhão para tentar encontrar lugar para nos sentarmos. Minha primeira opção era a Hofbräu e, se não tivesse lugar disponível, tentaríamos na Paulaner. Acabamos que conseguimos lugar em ambas as tendas. Chegamos por volta das 13:00 e passeamos um pouco pelo espaço que inclui as tendas das maiores cervejarias, tendas secundárias, barracas de comida rápida e de souvenir além de um grande parque de diversão.

Não tivemos muita dificuldade para encontrar mesa disponível na tenda da Hofbräu e nos acomodamos. No Oktoberfest é tradição que as cervejarias preparem e sirvam uma cerveja especial que não pode ser encontrada em nenhum lugar fora da festa. Além disso, não existe outra opção de cerveja além da caneca de 1 litro que, com relutância tivemos que encarar. Apreciei meu segundo joelho de porco na Alemanha, quantidade muito aquém da minha expectativa e a Fabi não quis arriscar nada que não fosse uma salada de batatas, mesmo porque só tinha opção de cardápio em alemão.






O local é bem animado e não presenciamos incidentes como brigas. É muito frequentado por famílias, principalmente durante o dia.

Após a segunda caneca, fomos arriscar a sorte na Paulaner e conseguimos um lugar no biergarten. Mais uma canequinha lá e não me lembro de muita coisa depois disso. Sei que voltamos para o apartamento e eu dei um cochilo necessário e que me permitiu voltar à festa à noite para desfrutar no período em que tem mais gente. Mas sem mais cervejas por hoje.

Tanto à noite quanto durante o dia, a maioria dos frequentadores usam roupas típicas da Baviera o que cria um clima ainda mais agradável no ambiente.

À noite, porém, e como era de se esperar, é mais comum encontrar com pessoas bêbadas mas, mesmo assim, não notamos incidentes, pelo contrário, entrando numa tenda até nos puxaram para dançar. O clima é muito diferente por ter muita gente em pé (em cima dos bancos das mesas) cantando e bebendo.  

Enfim, é uma festa que recomendamos para quem tiver a oportunidade de presenciar.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dia 16 – 23/09/13 – Füssen / Munique

Nos despedimos da Áustria e, de volta à Alemanha, nossa próxima parada foi Füssen para visitar os castelos Hohenschwangau e Neuschwanstein, este último, um castelo de conto de fadas no qual, dizem, o Walt Disney de inspirou para criar o castelo da Cinderela.

Realmente, o castelo de Neuschwanstein parece ter saído de um sonho e foi exatamente o que aconteceu. O rei Luiz II (Ludwig II) da Baviera que viveu no século XIX era fascinado pela idade média e, após ter perdido importante batalha, vivia cada vez mais recolhido e começou a planejar a construção de um castelo grandioso para que pudesse viver como se estivesse realmente na idade média. Pouco tempo após ter se mudado para o castelo, foi considerado louco e morreu 2 dias depois. O castelo nunca foi totalmente concluído mas o que podemos visitar mostra um castelo luxuoso e de muito bom gosto além de muito tecnologicamente avançado para sua época.

Ambos os castelos eram do rei Luiz II e ficam a uma distância próxima um do outro podendo percorrer o caminho a pé, em ônibus ou de charrete. Nós fizemos o percurso a pé e só descemos de ônibus porque já estava no ponto quando passamos e vimos que caberíamos.

O ingresso para cada um dos castelos custa Euro 12 e o pacote para ambos custa Euro 23. Tem também a opção de visitação do museu que optamos por não fazer e nem lembramos quanto custa. Esses são preços para entrar nos castelos fazendo visita guiada em Alemão ou Inglês ou ainda utilizando o áudio guide com opção para Português com sotaque europeu. Se quiser, não precisa fazer o tour no interior dos castelos e, nesse caso, não se paga nada.

O passeio todo leva em torno de 3 a 4 horas contando deslocamentos. Quando se compra os tickets combinados, eles sempre te dão o segundo castelo com horário da visitação com 2 horas de intervalo em relação ao primeiro. Pode-se pensar que tem tempo de sobra, mas não tem. Tudo tem que ser feito rapidamente para não se perder os horários e as caminhadas ou mesmo a fila do ônibus são longas, mesmo nessa época que temos encontrado pouca gente pelas cidades que visitamos e pelo fato de hoje ser segunda-feira.

Os castelos ficam em uma região montanhosa dentro de lindas florestas e próximos de lagos de encher os olhos. Os olhos ficam ainda mais cheios quando chegamos à ponte que dá uma vista privilegiada do castelo de Neuschwanstein que, embora seja de madeira e ranger muito ao se caminhar por ela, estava totalmente tomada de gente de todo canto com suas câmeras fotográficas em punho e tirando lindas fotos.









De lá, partimos para nosso último destino, Munique. Pegamos, novamente, estradas sinuosas, passando por várias cidadezinhas de uns 50 habitantes, tivemos que parar em um momento para esperar as vacas atravessarem a rua para seu passeio vespertino e, enfim, caímos em uma Autobahn novamente e a Fabi, que estava dirigindo, se despediu ultrapassando os 170km/h.

Chegamos no apartamento que alugamos via VRBO e é muito bom! Apartamento grande, todo equipado e muito bem decorado. Nossa primeira experiência fazendo esse tipo de locação excedeu as expectativas. Só a localização aqui que não sabemos se é boa já que chegamos no fim da tarde e não vamos fazer o reconhecimento da área até amanhã de manhã. Fomos apenas no supermercado há uns 500 metros daqui fazer compras para nosso café da manhã e essa não nos pareceu ser uma zona turística.

Amanhã tem Oktoberfest!