domingo, 20 de março de 2016

Dia 14 – Railay Beach (Tailândia) com passeio nas 4 ilhas – 05/03/2016

Segundo dia de passeio nas ilhas tailandesas, hoje é dia das 4 ilhas que, na verdade, inclui 3 ilhas e a praia de Phranang que já fomos a pé ontem (não sabíamos) e, embora seja no continente só se chega de barco ou caminhando a partir de Railay que, por sua vez só se chega de barco. Essa foi a primeira parada e tivemos um pouco mais de tempo para explorar a praia.




Depois fomos para a ilha das galinhas (nome oriundo da formação rochosa que se parece com a cabeça de uma galinha, mas que, para mim, lembra mais uma tartaruga) fazer snorkeling. Essa não valeu a pena nem ter entrado na água. Pouca variedade de vida marinha, baixa visibilidade, só valeu a pena porque a Helô entrou na água e o pessoal do barco jogava comida na água e os peixes se amontoavam em volta da gente. Helô vibrou de novo.





Na sequência, fomos almoçar na ilha Poda. Diferente de ontem em Phi Phi Don, Poda não tem praticamente nenhuma infra-estrutura e os barqueiros levam comida pronta em caixas e montam um mini buffet para que cada um se sirva e coma na areia da praia protegido pela sombra das palmeiras. A praia é muito bonita, novamente com areia branca e fofa e água totalmente transparente.




Para fechar o dia, fomos na See Island. Essa deveria ter sido nossa primeira parada, mas a maré estava muito alta e alteraram a sequência. Agora, com a maré baixa, conseguimos caminhar em terra firme de uma ilha a outra e, molhando apenas as canelas, até a ilha das galinhas (Chicken island). Mais um visual incrível, arte da natureza.







O passeio termina cedo e por volta das 14:00 já estávamos de volta ao hotel.


Uma coisa importantíssima que deixei sem comentar no post de ontem. Tanto nesse passeio de “4 islands” como no de Phi Phi, fora o preço do pacote (Baht 900 e Baht 1200 respectivamente), é necessário pagar uma taxa de conservação de Baht 400 cada (crianças não pagam).


De volta no hotel, ficamos um pouquinho na piscina e depois fomos fazer massagem (tailandesa) para ver como é. O negócio é tenso. As orientaizinhas usam o peso do corpo e aplicam muita força com o cotovelo ou o antebraço e algumas partes do corpo realmente doem muito. Eu comecei antes enquanto a Fabi dava banho na Helô e a colocava para dormir. Aí, eu fiquei pensando que, quando terminasse minha seção, eu ia correndo advertir a Fabi e a aconselhar a não fazer. Mas era tarde demais. Quando olhei para o lado, a Helô estava dormindo no colchonete e a Fabi sofrendo com dores na panturrilha.


E assim terminou nosso último dia na Tailândia. Amanhã iremos voltar para Cingapura para os últimos dias das férias.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Dia 13 – Railay Beach (Tailândia) com Phi Phi – 04/03/2016

Hoje, para não perder o costume, acordamos cedo e fomos até a praia pegar o barco rumo a Phi Phi, o ápice da viagem.

Como toda e qualquer excursão, o tempo das paradas foi bem limitado, mas suficiente para conhecer os lugares e tirar belas fotos. Sabíamos que não seria muito diferente fazendo um passeio desses de 1 dia. O Ricardo sugeriu que fossemos de ferry até Phi Phi Dom e que alugássemos um long tail boat lá para que nos levassem, privativamente, onde quiséssemos, sem correria. É uma excelente alternativa, mas teríamos que ir de barco para Ao Nang para pegar o ferry e perderíamos toda a manhã só no deslocamento além de ficar preocupados com horário de volta do ferry. Então, resolvemos não inventar e relaxar.

O passeio teve a primeira parada na ilha Bamboo, com uma praia belíssima, de água cristalina que dava vontade de beber. Peixes nadavam tranquilamente entre os banhistas, um verdadeiro paraíso na terra. Já fomos algumas vezes para o Caribe e concordamos que é um lugar lindo! Mas, comparado com as ilhas da Tailândia, o Caribe fica no chinelo, desculpem.






De lá, passamos pela caverna Viking que não conseguimos entender bem a história por conta do excelente inglês da guia e passamos perto da lagoa em Phi Phi Leh mas também não entendemos por que não pudemos parar. A guia explicou alguma coisa de “cheio”. Não entendemos se estava muito cheio para entrarmos, ou se a maré estava alta e não valeria a pena ou se o barco estava muito cheio limitando a passagem por entre as pedras. Enfim, tivemos que nos contentar em ver de longe. Mas, sinceramente, não fez falta.


Próxima parada, snorkel em Hin Pae. Até que enfim encontramos um lugar para snorkel tão bonito quanto a Ilha Grande no estado do Rio de Janeiro. Muitos peixes e corais com visibilidade da água excelente!





O momento mais esperado, enfim, chegou: Maya Beach. Praia no arquipélago de Phi Phi foi o cenário do filme “A Praia”. Confesso que assistimos esse filme às vésperas da viagem porque todo lugar falava dele. O filme em si não é tão bom assim (não chega a ser ruim), mas a fotografia é sensacional! A praia é realmente linda e foi descoberta pelos turistas por causa do filme. Todos falam que a praia fica muito cheia e alguns dizem que nem vale a pena conferir já que existem outras praias tão belas quanto na região e com menos gente.






Nossa análise é a seguinte: não fomos em tantas praias na Tailândia para poder comparar, mas digo sem medo de errar que essa é a praia mais bonita que já vimos. Cheia, sim, estava, mas nada que atrapalhasse o encanto, o visual ou nosso banho de mar. Vale a pena conhecer? Sim, definitivamente, sim!

Depois da rápida parada no nível mais alto do paraíso, fomos almoçar em Phi Phi Don. Posso estar sendo injusto, mas a praia do centro da principal ilha de Phi Phi deixa muito a desejar. O almoço em si estava ok. Dentro do esperado para esse tipo de passeio.

Na volta, ainda paramos na praia dos macacos para mais um snorkel. Também bonito, mas não tanto quanto o da manhã. O legal nessa parada foi que a Helô também entrou na água e ficou encantada com a quantidade de peixes. Ela é uma menina muito empolgada e se anima com pequenas coisas. Virou a sensação do momento gritando toda feliz ao ver peixes e mais peixes.

No fim da tarde, depois que voltamos do passeio, fomos para a praia de Phra Nang. É perto e dá para ir andando tranquilamente. Mesmo carregando uma criança de 2 anos, não foi muito cansativo chegar lá. O caminho é ir pelo lado leste e, de frente para o mar, virar à direita e ir até o final. Lá tem um caminho por baixo do paredão rochoso que leva até a praia. Nesse caminho, dá para curtir lindas formações rochosas, estalactites, e macacos circulando por entre os turistas.









A praia é muito boa também com água cristalina, areia branca, mas o show à parte é o paredão com suas cavernas. Vale a visita.


Dia 12 – Railay Beach (Tailândia) – 03/03/2016

Hoje decidimos ficar no hotel, curtindo a piscina e a praia. Essas foram nossas férias das férias.

O visual de Railay Beach é realmente incrível. A praia de areia branca é emoldurada pelas formações rochosas impressionantes e que alpinistas de todo o mundo se aventuram. A visão lá de cima deve ser fantástica!





Almoçamos no hotel mesmo, bem para curtir o ócio. Lá aconteceu o fato mais hilário da viagem. Pedimos os sucos, que, embora muito saborosos são limitados em variedade, e vi um tal de “rambutan”. Eu não sabia o que era, mas quis experimentar. Pedi isso ao simpático garçom com sotaque carregadíssimo e ele repetiu, da forma dele, para confirmar. Ele falou de forma diferente da minha, mas até aí, tudo bem, mesmo porque tudo eles falam diferente de nós. Não que não tenhamos sotaque, mas o deles é muito carregado. Algum tempo depois me entregam um hambúrguer e o garçom veio brigar comigo dizendo que eu pedi isso. Não sei o que ele fez com o hambúrguer, mas depois veio meu suco e o prato que eu realmente pedi. A Fabi disse que zoaram meu suco e comida e, se realmente, fizeram isso, deu um toque especial porque estava tudo muito bom!

Aliás, minha maior preocupação nessa viagem pelo sudeste asiático era em relação à alimentação, mas é tudo delicioso! A comida por aqui é diferente do que estamos acostumados a comer no Brasil, mas os sabores extravagantes são muito bons!

Compramos, na Walking Street (e recomendamos) os passeios dos dias seguintes: Phi Phi amanhã e as 4 ilhas no sábado. Está esquentando!

Para terminar o dia, um belo pôr do sol!







Dia 11 – Cingapura / Railay Beach (Tailândia) – 02/03/2016

Na Tailândia, diferente do Camboja, não aceitam dólares americanos. É necessário converter o dinheiro para o Bath, moeda local. Vale mais a pena trocar o dinheiro antes de chegar na Tailândia. No nosso caso, trocamos em Cingapura, no Holland Village, mesmo lugar que trocamos o dólar americano para o de Cingapura.

A exemplo de quando fomos para o Camboja, saímos cedo, mas fizemos um percurso diferente. Escolhemos o caminho mais longo do metrô, mas com menos baldeação porque não levamos o carrinho de bebê. Como só vamos em praias na Tailândia, entendemos que isso iria mais estorvar do que ajudar e a Helô foi no colo mesmo.

Viajamos de Air Asia e não temos do que reclamar. É, sim, um vôo “low cost” e não servem nada a bordo. Mas as aeronaves são do padrão dos vôos domésticos da TAM no Brasil. Só não demos sorte de trocar o assento com alguém e a Helô teve que ir no colo porque não havia assento sobrando para ela.

Chegando na Tailândia, o caos! O aeroporto de Krabi é pequeno, sujo, confuso, com funcionários mal humorados e que não falam inglês. A fila de imigração estava imensa e demos a sorte de abrir um guichê meio escondido e a nossa fila se dividiu em 2. Ganhamos perto de meia hora com isso. Então, se você chega à Tailândia por Krabi e tem horário fixo para o barco para alguma ilha, planeje uma boa folga desde a previsão de pouso até o horário de barco. Mesmo porque são mais de 30 a 50 minutos até o píer de Ao Nang.

O taxi funciona com preço fechado e custa Bath 600 enquanto o ônibus custa Bath 150. Para nós que estávamos em 2 (criança não paga), ficou a metade do preço ir de ônibus e escolhemos essa alternativa, mas nos arrependemos. Bath 300 não é tão ruim assim. No câmbio atual, em plena crise econômica brasileira, isso não chega aos R$ 40,00. O ônibus é apertado, caindo aos pedaços e leva o dobro do tempo para chegar no píer, mesmo porque não vai direto para lá.

Chegando no píer, descobrimos que os barcos (long tails) saem de hora em hora para a praia de Railay e que havíamos perdido o anterior por 10 minutos, ou seja, mais espera. Como o lugar era no meio do nada, a moça que nos vendeu os bilhetes do long tail nos convenceu a deixar o taxi da volta já reservado para garantir que teríamos alguém nos esperando no domingo de manhã para não perdermos o vôo. O custo é o mesmo do caminho contrário e o pagamento é antecipado. Em post futuro, você vai ver que nos arrependemos novamente de ter feito isso.

Pois bem, se você planeja ir para Railay Beach, já deve saber que há 2 lados, o leste e o oeste e que o lado leste é onde tem o agito e o oeste é onde está a praia, certo? É mais ou menos isso mesmo (digo mais ou menos porque o agito fica mesmo numa “rua” chamada Walking Street que liga os dois lados de Railay). Mas uma coisa que só descobrimos lá, ao chegar em Railay, é que os barqueiros, que não falam inglês e não estão nem um pouco preocupados com você, te deixam do lado leste independentemente de onde fica seu hotel e a despeito do que nos falou a mocinha que vendeu os bilhetes do barco. Isso não é um problema muito grande porque a caminhada de um lado para o outro leva de 2 a 3 minutos, mas tínhamos mala e criança e isso complicou um pouco. De qualquer forma, se tivessem nos dito isso antes, certamente não teríamos brigado com o barqueiro, briga essa que foi em vão por que o figura não entendia nada de inglês e não estava nem um pouco preocupado com nossas dificuldades.

Chegamos no hotel com um lindo pôr do sol. Piscina dá para a areia do mar, o hotel fica na direção do píer de Railay East e demos sorte de ter ficado num chalé bem próximo à piscina e à praia. Isso é tudo o que temos para elogiar do hotel, o Sand Sea Resort. O banheiro cheirava forte esgoto, o que contaminava todo o quarto, o atendimento é péssimo, nem na recepção falam inglês direito, a agência de turismo do hotel não funciona, não tem serviço de piscina (se quiser comprar algo, tem que entrar no hotel, todo molhado, atravessar a recepção, ir ao restaurante, chamar por alguém e fazer o pedido). O hotel não serve nenhum tipo de bebida alcoólica, mas já sabíamos disso e nunca reclamaram de entrarmos com bebida de fora. O café da manhã, embora fraco, foi a menor das reclamações.





Nessa noite, atravessamos até Railay East que tem os melhores hotéis (recomendo ficar daquele lado caso não faça questão de estar hospedado na areia da praia) e jantamos no Princess. Nossa primeira refeição tailandesa e foi aprovado. A Helô parou de comer de novo, mas até que comeu meia porção de purê de batatas. Ficamos com medo de vir apimentada como o que aconteceu no Camboja, mas estava boa para ela.


Dia 10 – Siem Reap (Camboja) / Cingapura – 01/03/2016

Hoje foi dia de madrugar para assistir o amanhecer do templo Angkor Wat. Saímos do hotel às 5:15 e, ao nos ver tão cedo no lobby do hotel, o pessoal, mesmo sem que pedíssemos veio com 2 caixas de isopor com um kit de café da manhã cada. Disseram que eram de outros hóspedes mas que eles desceriam um pouco mais tarde e que teriam tempo suficiente para preparar novos kits para eles. Mais um ponto positivo para o nosso hotel, Hollywood Angkor Butique.

Ontem compramos ingresso de apenas 1 dia para os templos porque não sabíamos como seria, principalmente por conta da Helô, de menos de 2 anos. Os tickets têm o preço de US$ 20,00 por pessoa para 1 dia. Existe o ticket de 3 dias com o custo de US$ 40,00. Então, para quem visita os templos por 2 dias que foi o nosso caso, tanto faz comprar 1 ticket de 3 dias ou 2 de 2 dias. Porém, como ontem passamos por volta das 10:00 na bilheteria e estava bem tranquilo, não pensamos que encontraríamos uma fila monstro às 5:30 da manhã. A sorte foi que a fila que estávamos tinha uma excursão de umas 30 pessoas e que o guia os chamou todos para fora da fila sei lá o porquê, mas ganhamos muito tempo com esse movimento.

Chegamos cedo no templo, ainda escuro, e já tinha uma multidão para assistir o nascer do sol. Segundo o guia, no dia 21 de março e em 23 de setembro, o sol nasce exatamente atrás da maior torre do tempo e que, nesses dias, 3 vezes mais gente vai assistir a esse espetacular fenômeno.



Com o sol alto no céu, compramos umas pinturas de Camboja de um artista local e fomos comer nosso café da manhã. A Fabi ainda foi conhecer o banheiro dos monges e disse que foi uma experiência para a vida, coitada.

Entramos no templo, tiramos fotos, e a Helô sempre bagunçando e sorrindo para as fotos.


Aliás, pausa para falar como é viajar com criança para o Camboja.

Muita gente se assustava quando dizíamos que iríamos para o sudeste asiático, especialmente o Camboja, com uma criança de menos de 2 anos, quase um bebê. E, talvez por esse receio geral, quase não encontramos crianças nesse país. Encontramos 2 ou 3 em Angkor Wat, 1 bebê de 4 meses em Ta Prohm e mais uma criança um pouco maior que a Helô no aeroporto, na volta. Estávamos em dúvida quanto a levar o carrinho de bebê já que esperávamos um terreno acidentado nos templos e decidimos levar porque estaríamos em um tour privado e poderíamos deixa-lo no carro do guia caso não fosse de utilidade. Acabou que usamos em todos os templos. Realmente o terreno é acidentado, tem vários degraus, mas nada que em 2 ou, como no nosso caso, 3 com o guia, não resolva. Nos disseram que seria complicado por conta do calor. Realmente estava quente, mas nada que de fato atrapalhasse. Tomamos todos bastante água e seguimos em frente. O guia, por sinal, tem um filho de 3 meses e é mais um motivo para, quem estiver viajando com criança, contratar seus serviços já que ele gosta e tem bastante paciência com crianças. Quem quiser o contato do Sronok, me peçam já que não quero colocar o email dele abertamente aqui no blog, ok?

Enfim, está querendo ir para o Camboja mas tem criança e tem medo de como pode ser? Vá. A viagem com criança é sempre diferente e assim também é em Siem Reap, mas nada que atrapalhe a visita.




Depois de Angkor Wat, paramos para ver os elefantes que estavam disponíveis para quem quisesse fazer passeio por US$ 20,00. O Sronok nos garantiu que os bichos não sofriam maus tratos e que o adestramento era diferente de como é feito na Tailândia. Não sei. Mas passamos só para vê-los mesmo. E dar um abacaxi para ver o elefante comer inteirinho, com coroa e tudo. A Helô ficou maravilhada, mas com medo de tocar neles.




Depois ainda passamos no centro de concentração do massacre do Paul Pao, no Pagoda, mosteiro budista quase em frente ao hotel e, por fim, num centro de artesanato de deficientes, onde vimos parte do processo de confecção das peças e loja com produtos de primeira qualidade, mas com preços mais elevados do que o que encontramos no mercado noturno.

O almoço foi em um restaurante que o guia nos levou no caminho e, pela primeira vez na viagem, realmente não gostei da comida. Pedi um porco com berinjela, mas o prato veio muito estranho, totalmente diferente da foto do cardápio e com gosto de queimado. Mesmo assim, consegui comer metade do prato para não ficar com fome.

Aeroporto e de volta para a casa da Lilian em Cingapura. Dessa vez, encontramos carrinho de bebê no aeroporto de Changi e facilitou bastante até pegarmos o carrinho da Helô junto com as malas. Voltamos por um caminho diferente do metrô, mais longo, mas com menos baldeações. Isso fez diferença porque estávamos bem cansados. A Lilian estava nos aguardando com a janta pronta. Arroz, feijão do Ricardo, purê de batatas e frango assado. Comida típica brasileira e que a Helô, assim como todos nós, adorou e comeu um monte!

Hora de arrumar as malas novamente para ir para a Tailândia amanhã.