terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dia 03 – 10/09/13 – Berlin

O dia hoje foi menos atribulado e amanheceu ensolarado! Mas foi apenas o suficiente para nos animar porque saímos da nossa padaria favorita perto do hotel já com chuva.


Compramos o bilhete de metrô para o dia todo sem limite de uso por EURO 6,70 cada e valeu cada centavo. Uma coisa interessante das estações daqui é que não há catracas nas estações e nenhum tipo de controle. Existe, porém, uma máquina para validar os cartões e, se alguém for pego no metrô sem o respectivo cartão validado, tem problemas. Nós, em nossas andanças, não vimos nenhuma “blitz do metrô”. Uma dica importante é que Berlin, para questões de transporte público, é dividido em 3 regiões, sendo que a região A abrange a região central da cidade, a B abrange também a periferia e a C se estende a região metropolitana de Berlin. Nós compramos as passagens para as regiões A e B e não poderíamos cruzar a linha imaginária da região C sem ter que comprar outro bilhete.

Nossos passeios hoje foram feitos praticamente todos utilizando metrô e tem uma grande vantagem de se cansar menos, mas não se vê a cidade como quem está passeando a pé ou de bicicleta. Os trens passam rápido e não se perde muito tempo no metrô. Mas é claro que se leva certo tempo para se chegar as estações mais distantes.

Nossa primeira parada foi na estação do Zoológico de Berlin que dizem ser o mais completo do mundo! Mas não fomos lá visitar o Zoológico que entendemos ser atração para o dia todo. Fomos ver a Kaiser Whilhem Memorial Church, igreja famosa por ter sido parcialmente destruída durante a segunda guerra mundial e não ter sido restaurada desde então. Não sobrou praticamente nada da igreja e pode-se visitar seu interior. O exterior, porém, está praticamente todo protegido por tapumes e não dá para termos uma boa vista dela.




De lá, fomos para o Estádio Olímpico. Não estava no nosso roteiro original, mas, como adiantamos algumas coisas ontem, pudemos dar uma esticada até lá.

Hoje não é feito tour guiado em inglês já que acontece apenas uma vez por semana e, se não me engano, acontece aos sábados. No entanto, pudemos entrar e conhecer o complexo usando um audio-guide.

É claro que a parte mais espetacular do complexo é o estádio de futebol e é, realmente, excepcional! A estrutura, os acessos e a visão do gramado são todos nota 10 e nos deixou ainda mais entusiasmados pelo que nos espera em Munique, no jogo que iremos assistir na Allianz Arena.





Pegamos outro metrô e fomos até o Charles Checkpoint, um guichê de acesso de um lado para o outro do antigo muro de Berlin que foi preservado e hoje é ponto turístico. Perto do checkpoint, há alguns pedaços do muro expostos e tem um museu com o mesmo nome que retrata uma “cena” do povo da Berlin ocidental nos anos 80. Trata-se de um imenso painel muito bem feito que dá a sensação de três dimensões onde podemos ver o que se passa na região com efeitos audiovisuais. A entrada custa EURO 10,00 e vale a pena para quem gosta de se sentir parte da história.








Nesse meio tempo, paramos em uma lojinha de comida em uma estação de metrô para comprar nosso almoço. A Fabi pediu um pedaço de pizza e eu, como gosto de apreciar a culinária local, pedi um salsichão com queijo. Como eu não falo alemão e nem sei como se diz isso em inglês, eu me limitei a apontar pelo vidro. Eis que na primeira mordida me decepcionei ao descobrir que nada mais era do que um pão com queijo.


Passamos por uma avenida cheia de lojas caras e cafés elegantes, a Friedrichstrasse, que está para Berlin assim como a 5th Avenue está para Nova Iorque.

Nosso próximo destino foi o East Side Gallery, uma parte de aproximadamente 1km do muro que se manteve de pé e foi transformado em galeria ao céu aberto devido às pinturas em grafite feitas no muro. Quando chegamos na estação Warchauer Strasse, caiu o mundo em chuva! Mesmo com guarda-chuva em punho, nos molhamos bastante e ficamos um pouco desorientados. Atravessamos o rio e fomos procurar o muro daquele lado, uma região bastante suspeita e derrubada. A Fabi foi perguntar para algumas pessoas e descobrimos que o muro fica do mesmo lado do rio que a estação de trem e voltamos para lá e pudemos encontra-lo há uns 500 metros do rio. Caminhamos a distância de uma estação pelo muro, passeio que vale a pena.



Na volta, como o tempo estava mais aberto, decidimos subir na torre de TV para apreciarmos a vista de Berlin. Lá de cima, conseguimos ver tudo, coisa que não conseguiríamos ontem.


Voltamos para o hotel dar uma relaxada já que a Fabi está com os pés doendo muito e depois descemos novamente até o Portão de Bradenburgo para vê-lo iluminado à noite e rendeu boas fotos.





Depois disso, fomos jantar na praça Gendarmenmarkt que, segundo a Fabi leu em algum post, é a praça mais bonita da Alemanha e, talvez, de toda a Europa. De fato, as duas igrejas e o teatro da praça são muito bonitos, mas não acho que mereça tal título. Pra começar, essa praça não tem nenhuma árvore sequer. Jantamos em um restaurante italiano chamado Amici, excelente por sinal. Nos sentamos ao lado de um casal de brasileiros que estão concluindo a viagem deles em Berlin e trocamos umas figurinhas sobre o que visitar.
Acabamos por escolher um restaurante italiano porque é o que tinha preço mais normal e nossa outra melhor opção era um barzinho alemão super badalado e com fila de espera de tempo indeterminado. Eu queria muito ficar lá para comer meu primeiro joelho de porco da Europa, mas fica para uma próxima vez.

Um fato interessante é que não tem quase ninguém pelas ruas desde ontem. Pensamos que ontem estivesse vazio por causa da chuva, mas hoje está igual. Bom para nós que fazemos nossas visitas sem muvuca e sem filas, mas é estranho.

Outra coisa é o frio que está castigando. Ontem passei muito frio e hoje fui mais preparado. A Fabi estava mais agasalhada ontem e hoje foi mais tranquila menosprezando o frio e acabou sofrendo um pouco. A temperatura está abaixo da média para essa época do ano e cerca de 5 graus a menos do que a registrada no ano passado.

Bom, vamos terminando por aqui. Essa é nossa última noite em Berlin, gostamos muito, mas amanhã cedo pegamos o carro e começamos nosso tour parando em Dresden. Até amanhã então!


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dia 02 – 09/09/13 – Berlin



Hoje o dia foi bem puxado. Caminhamos, praticamente sem parada, das 8:00 às 21:00 e conhecemos muita coisa de Berlin, o suficiente para gostar muito da cidade. Primeiramente, vale comentar que a cidade mais se parece com um imenso canteiro de obras. Por todo lugar que passamos, haviam obras por toda a parte. Um mal necessário para que a cidade se mantenha sempre em ordem e renovada.

Saímos do hotel com chuva e já tivemos que gastar nossos primeiros 9 Euros comprando um guardachuva do hotel mesmo. O legal foi eu passar o dia desfilando minha pobreza como hóspede do Ibis Budget. Paramos em uma “padaria” próxima ao hotel e tomamos nosso café da manhã com direito a pão francês e croissant.

Nossa primeira parada turística foi na torre de TV, a construção mais alta da Europa, mas não nos arriscamos a subir já que a visão estava bastante encoberta.



De lá, passamos pela Marienkirche (Igreja de Santa Maria), pela fonte do Netuno e a prefeitura em obras.




A Fabi avistou, não longe dali, outra igreja e fomos até lá. É a igreja de São Nicolau que atualmente abriga um museu que, assim como quase tudo, hoje estava fechado, mas o entorno do museu é muito interessante, com ruelas cheias de lojinhas, bares e cafés. De um, em especial, o Kaffeestube, estava saindo um cheio tão bom que deu vontade de tomar café de novo.





Resistindo à tentação, voltamos para a nossa rota e chegamos ao Duomo de Berlin. Explêndido! Uma igreja muito grande e grandiosa! A entrada nos custou Euro 7,00 cada e fizemos um passeio de descoberta total, incluindo a subida à cúpula com direito a chuva no telhado.






De lá, fomos à ilha dos museus e entramos em um dos únicos abertos de segunda-feira, o Pergamum Museum. Eles têm o altar de Zeus originário de Pérgamo (Turquia) no museu assim como o portão principal da Babilônia. Para quem gosta de história antiga, vale o passeio que nos custou Euro 14,00 cada além de meia hora na fila pequena para comprar o ingresso. A dica é comprar antes pela Internet.





Pausa para um detalhe interessante. A maioria dos semáforos de pedestres tem uma figura característica para sinalizar que o sinal está aberto ou fechado para os pedestres. Tem até uma loja em Berlin especializada em materiais como camiseta, chinelo, guarda-chuvas etc com esses caracteres interessantes.




Nossa próxima parada foi o portão de Bradenburg, o único totalmente preservado de Berlin. Nessa hora a chuva e o vento apertaram bastante e um Starbucks na esquina nos salvou.



Passada a chuva, passamos rapidamente pelo Tiergarten, pelo memorial dos soviéticos da segunda grande guerra, pelo memorial dos judeus do holocausto que tem várias “caixas” simbolizando túmulos e que, no meio da praça, vão ficando mais altos até que nos sentimos em um labirinto, com uma sensação incômoda. Acho que exatamente como o arquiteto queria que nos sentissemos. Mais uma esticadinha e chegamos ao Potsdamer Platz, local de arquitetura ultra moderna e bastante agradável com seus restaurantes lojas e escritórios. Em uma das entradas do Potsdamer Platz, tem uns pedaços do antigo muro de Berlin e, em toda a extensão de onde ele estava, tem uma demarcação no chão.










Passamos ainda pela Filarmônica de Berlin e voltamos tudo até o Parlamento Alemão (Reichstag) que tínhamos acertado a mão e feito a reserva antes pela Internet. Fizemos um tour guiado e tivemos acesso a praticamente o prédio todo, inclusive no parlamento em si e na cúpula do duomo. Essa foi outra visita que valeu a pena.








Voltamos mais uns 2km a pé para economizar o dinheiro do busão e paramos na praça da igreja de São Nicolau para jantar no restaurante que cheirava bem pela manhã. Comemos super bem, e voltamos para o hotel para fechar o dia com os pés doendo muito e com a chance de, enfim, nos abrigar do frio e da chuva que nos castigaram bastante hoje.






Ahh detalhe! Ontem à noite desci para pegar uma água pra Fabi na máquina de bebidas do hotel e vi que estava exatamente o mesmo preço da cerveja! É claro que trouxe logo um de cada.

domingo, 8 de setembro de 2013

Dia 01 – 08/09/13 – Chegada na Alemanha

Amigos blogueiros, aqui estamos nós, escrevendo nosso primeiro post direto da Alemanha!

Viajamos de TAM e, embora o serviço seja realmente diferenciado em relação aos vôos domésticos, afinal foi um vôo de 12 horas, essa companhia ainda está longe de poder ser comparada às maiores empresas de aviação. As poltronas são incrivelmente apertadas e o Dramin foi nossa salvação. Um fato inusitado que nunca vi e acredito que nunca verei voando com outras companhias aéreas, mas que nos foi proporcionado pela TAM, foi pegar uma turbulência média enquanto o jantar era servido e a comissária largar o carrinho no corredor e se sentar em segurança no seu assento até que tudo estivesse estabilizado. Os passageiros em volta do carrinho que tiveram que segurá-lo para que não tombasse derrubando tudo em cima das pessoas.

Nesse mesmo vôo estava a comitiva masculina da ginástica olímpica do Brasil. O Diego Hipólito é bem mais alto do que parece ser pela TV. Vejam, não estou dizendo que ele é alto, apenas que é mais alto do que aparenta. É um pouco mais baixo do que eu.

Chegamos via Frankfurt e o aeroporto é bem grande, limpo e organizado. A imigração, porém, é meio estranha. Não tem aquele espaço amplo para as vastas filas. Por outro lado (talvez seja o motivo de não se ter um espaço muito bom para isso), os trâmites de imigração são bastante simples e rápidos.
Nossa primeira experiência com a Lufthansa boi bastante boa. Estávamos com dúvida sobre o portão que iríamos embarcar para Berlin e fui atendido por uma simpática Brasileira. Depois conversei com outra pessoa, um Português. Enfim, a não ser pela estrutura do aeroporto, até esse ponto, estávamos nos sentindo em casa.

O vôo para Berlin foi tranquilo, mas a Lufthansa, pelo menos no vôo doméstico, também deixou a desejar. Para comer, só tinha ração de gato.

Tomamos o ônibus TXL para a Alexanderplaz que é próxima ao nosso hotel. Pagamos EURO 2,60 cada e tínhamos a opção de comprar o ticket válido para 72 horas por EURO 24,00 cada. Achamos esse combo caro visto que a Fabi é adepta a andar até trincar o tornozelo e não iríamos fazer valer o investimento. No caminho, vimos um pouco do que essa cidade tem a nos mostrar. Mistura de arquitetura do século XIX e mais antigos com prédios ultra-modernos.


Fizemos uma boa caminhada puxando malas até o hotel e encerramos esse dia cedo para guardarmos energia para a saga que começa amanhã. Ah, nos hospedamos no Ibis Budget (única vez que vamos ficar em hotel de rede nessa viagem) e está à altura do que pagamos e esperávamos. É limpinho e arrumado, mas estou me sentindo numa cabine de cruzeiro.


domingo, 18 de agosto de 2013

Planejando viagem à Europa - 2013


Olá! Sentimos saudades o noso blog. Afinal, ficamos, dessa vez, mais de um ano sem viajar e sem poder postar dicas e nossas experiências.

Dessa vez, estamos concluindo nosso planejamento para nossas férias de volta à Europa. Vamos visitar a Alemanha, República Tcheca e Áustria. Como gostamos muito da experiência do roteiro dirigindo pela Itália, planejamos fazer o mesmo por esses países, saindo de Berlin e concluindo a viagem em Munique. O fato de iniciar e concluir a viagem no mesmo país, nos possibilitará deixar de pagar a cara taxa de devolução do veículo em outro país.

A viagem será em Setembro e pegaremos o fim do verão na Europa. Gostamos de viajar nessa época para evitar o frio europeu e, ao mesmo tempo, a cheia e cara época de férias.

Como estaremos de carro, é claro que estamos planejando passar por cidadelas, longe do roteiro turístico padrão. Estamos visitando uma série de blogs e sites de dicas de viagem que estão nos ajudando muito. Daí um grande estímulo para seguirmos escrevendo em nosso blog já que queremos contribuir com os demais viajantes.

Embora a lista de cidades que planejamos visitar seja um tanto extensa, esperamos alguns pontos alto em especial. Certamente, Praga está na lista. Ouvimos e lemos muita gente dizer que Praga é a cidade mais  do mundo! A idéia já me agrada pelo simples fato de saber que essa é uma cidade medieval. A Fabi está bastante anciosa em, finalmente, conhecê-la.

Outro ponto alto é a Oktoberfest. Vamos para Munique bem na época da festa e, embora não tenhamos reservado uma mesa, certamente vamos passar bastante tempo por lá e degustar das melhores cervejas do mundo!

Entre esses dois destinos, vamos passar pela Áustria, seguindo pelos Alpes e passando por várias cidadelas nos vales e nas montanhas. Sabemos que dificilmente vamos conseguir ver os picos nevados pelo fato de ser verão, mas a paisagem, certamente, estará deslumbrante!

Nas próximas semanas começaremos a postar nossas experiências de volta à Europa, mas já quero deixar algumas dicas que já pudemos aprender:

1.       Se for alugar carro para a viagem pela Europa em mais de um país, sempre tente devolvê-lo no mesmo país de onde foi retirado, mesmo que em cidade diferente. Isso te fará economizar uma bela quantia já que a taxa de devolução do veículo em outro país é bem salgada.

2.       Para dirigir pela Áustria, é necessário comprar e colocar um selo especial no para-brisas do carro. Esse selo pode ser adquirido nas estradas próximas às fronteiras do país. Deve ser comprado antes de se cruzar a fronteira.

3.       Em muitas cidades, principalmente as menores, os cartões de crédito não são aceitos em grande parte dos estabelecimentos. Então, leve dinheiro.

4.       Muitos metrôs pela Europa não possuem catracas. Não banque o esperto e sempre compre o bilhete para evitar que seja preso e que tenha que pagar multa pesada caso te peguem tentando passá-los para trás.

5.       Se quiser muito ir a algum local fechado, que seja necessário comprar entreda, compre antes de sair do Brasil. Isso te fará economizar muito tempo, evitar filas e garantir que conseguirá visitar o local que tanto quer.

6.       Tente falar, pelo menos algumas poucas palavras do idioma local. Isso garantirá que você seja mais bem tratado.